Ideias do meu (para o seu) Natal!

Comecei a montá-la as 15.30 mal chegado ao monte depois do programa terminado e antes de dois dias de gravações no Alentejo, há muito que sei o que a árvore gasta, são quase duas horas, ramo a ramo, começando do topo para base que ė como quem diz dos mais pequenos para os graúdos. A tarefa complica-se quando a diferença entre eles é já mínima, que há muito se esbateram as etiquetas coloridas que os diferenciavam, tal a serventia em Natais passados, mais de vinte. Tinha como meta para esse final de tarde ficar-me por aí, não fosse o frenesim que nessa hora se apodera de mim e não me deixa parar. Pus as luzes, as gambiarras tradicionais primeiro, misturando-as com a “folhagem” dos ramos e depois fiadas de
sisal com luminárias como que a abraçar o pinheiro todo. E logo me propus a vesti-lo de castanho, alguns elementos rústicos já usados no do ano passado, e este ano com muitos brancos, um ou outro utilizado em anos anteriores nas árvores da casa de Sintra, mas a maioria novos (bolas, casinhas, coroas de estrelas…) adquiridos na loja que fornece as decorações de Natal do estúdio, um mundo irresistível para quem gosta dos brilhos da quadra. Este ano queria como que uma árvore nevada e passadas seis horas de “trabalho” (a bem dizer o mesmo tempo que levo sempre, contando apenas comigo, já que há prazeres que não partilho) julgo que o consegui.

A da casa Sintra teria de ser diferente. Ficou-me do ano passado a vontade de ter uma igual à que imperava no estúdio na zona das conversas: um tronco com copa frondosa de onde pendiam os mais dourados enfeites. Quis, porém, que estes fossem todos em vidro, tinha-os guardado da primeira árvore que fiz no monte com galhos secos de oliveira. É o que dá fazer árvores sempre diferentes, há um ror de anos e acumular decorações. Os enfeites: bolas, estrelas, pingentes… todos em vidro transparente parecem suspensos e luzem por acção das gambiarras que se misturam na copa (duas mil luzes). Juntei as figuras centrais do presépio, numa peça única em papel-maché que tenho há muito e que lembro ter-me sido oferecida pela autora, mãe de um antigo colega de estúdio, o Pedro.

Este ano é assim, que para as do próximo ano já sei como fazer diferente. Esta cabeça não pára! E ainda há quem pense que eu não gosto do Natal!

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