Aquivos por Autor: admin

“Enjoy the day!”

“Enjoy the day!” – era o que mais se ouvia da boca dos polícias britânicos, e se eram aos magotes, sempre de sorriso nos lábios e prontos a esclarecer qualquer dúvida. Windsor foi por estes dias uma cidade em festa, devido ao casamento de Harry e Meghan, os agora duques de Sussex. E os milhares de pessoas que enxameavam as ruas faziam-na (a festa) com ruidosa exuberância e garridez. Nisso os ingleses batem-nos aos pontos, eu próprio, que gosto de me apresentar com cor, achei-me “careta” face a muitos modelos que desfilavam pelas ruas de Windsor perante a surpresa apenas de quem era no país em visita, que já nada espanta os naturais, habituados que são a viver com (todas) as diferenças. Note-se que não me refiro à fatiota de ontem, escolhida como sempre faço em função do evento, obedecendo a uma certa formalidade, e homenageando no azul do fato, no branco da camisa e no vermelho da gravata, as cores da “Union Jack”, um dos símbolos maiores do Reino Unido!

À saída do Castelo de Windsor, depois de cinco horas consecutivas de falação, ainda pude fotografar alguns dos convidados que tiveram a oportunidade de ver de perto quantos encheram a Capela de St. George, entre amigos, celebridades e membros da Família Real. Vinham da festa com as cores da alegria e com os cestos de piquenique já vazios, que essa foi sugestão do convite, poderiam levar que comer e beber. “Enjoy the day!”. E foi isso que fizeram!

E vão três!

Em 2011 estreava-me na apresentação de um casamento real, o de William e Kate Middleton, em Londres, integrando uma equipa de jornalistas dirigida pela Judite Sousa e constituída pela Raquel Matos-Cruz, Cristina Reyna e Júlio Magalhães. Também a Felipa Garnel, à altura directora da revista Lux, fez parte e esteve sempre, ao lado da Judite, às portas do Palácio de Buckingham para os comentários mais ligados aos visuais dos muitos convidados, presentes, entre cabeças coroadas, Chefes de Estado e grandes nomes da sociedade britânica, ao passo que eu e o Júlio nas imediações da Abadia de Westminster nos dedicámos ao mesmo mas também a outros pormenores ligados à cerimónia propriamente dita e à história da Casa Real. Foram cinco horas de trabalho exaustivo em cuja preparação dediquei várias semanas, conforme aliás já neste blogue escrevi, mas valeu a pena (só assim vale!) pelo resultado obtido em termos de resposta do público que nos deu a liderança das audiências e a tal ponto que passados três meses já estávamos a cobrir, de igual modo, o casamento monegasco de Alberto e Charlene, e com resultados idênticos.

Sete anos depois, mais uma vez sou chamado a integrar a equipa que a direção de informação fez deslocar agora para Windsor para acompanhar todos os momentos do casamento de Harry, dizem que o neto preferido de Isabel II, e Meghan Markle. O evento é de menor dimensão, mas sempre com Judite no comando, dado não ser um casamento de Estado e pelo facto de se realizar numa cidade muito mais pequena que Londres e sem a dispersão geográfica que a capital exigiu em Abril de 2011. A preparação essa foi idêntica: li um livro sobre os Windsor, a Casa Real, ou se preferir a marca, reinante há cem anos, vi uma série de seis episódios documentais sobre a família e imprimi cerca de cem folhas com inúmeras informações que achei poderem fazer-me falta para a minha função de coadjuvar a Judite, compiladas depois num caderno azul que não larguei um minuto que fosse como se de uma jóia se tratasse. Fica sempre tudo por dizer mas só assim entendo este ofício de informar e entreter, mesmo que desta vez a tarefa tenha sido ainda mais complicada dadas as exigências da apresentação e acompanhamento permanente do que se passa na “Casa dos Segredos”, esse tão inesperado e nada consensual desafio televisivo que me haveria de desinquietar aos 63 anos, para além daquele que é o meu trabalho diário no “Você na TV”.

Mesmo devendo horas ao sono, tal a fona em que ando, não esqueço a frase que em Londres ouvi naquela manhã de 2011 quando ainda estremunhados fomos surpreendidos pela Judite, impecavelmente ataviada, com um repórter de imagem a tiracolo, e já a registar tudo o que se passava naquela improvisada sala de maquilhagem: “É disto que eu gosto!”
Pois também eu!

Aqui fica um pequeno vídeo e algumas fotos de momentos que fui registando:

Festa é festa!

Windsor é por estes dias o coração do Reino Unido com milhares de britânicos e turistas na rua, sabendo que há milhões em casa, nos quatro cantos do Mundo, à espera do casamento real. Desde há muito que a pequena cidade à beira Tamisa, não muito longe da capital, é a preferida pela família real como reduto de paz e serenidade. Já o era ao tempo da rainha Vitória, tetravó da actual monarca que aqui passa a maior parte dos seus fins-de-semana, todo o mês de Abril e alguns dias de Junho, por ocasião das corridas de Ascot. O seu castelo é o mais antigo do país, tem quase mil anos, tendo começado por ser uma fortaleza, erguida a mando de Guilherme, o Conquistador, decisiva na defesa estratégica de Londres, ganhando a pouco e pouco, por intervenção de sucessivos monarcas, com especial relevo para Eduardo III e Eduardo IV, a fisionomia que hoje lhe reconhecemos como residência real.

Na hora de mudar o nome à Casa reinante (Saxe-Coburgo Gotha) em 1917, por uma questão de sobrevivência da família real, face à, então, rejeição nacional a tudo o que fosse germânico, Windsor apresentou-se como a melhor proposta indicada a Jorge V, avô de Isabel II, que logo a aceitou pela importância que o nome assume na história do país.

A cidade mais real de todo o Reino Unido jubila com os festejos e na véspera do enlace de Harry e Meghan são várias as provas de uma efusividade e extravagância tão caras ao povo britânico, que o meu olhar captou.

A adoração da Primavera!

O sol ainda não dói na pele, antes a acaricia numa dolência tépida, o chão cobre-se de verde farto e gordo, para pasto do ovelhame. Toda a planície se veste do roxo dos lírios, do amarelo das serralhas e malmequeres, do vermelho das papoilas. E eu em adoração à Primavera das cores, dos olores, da Vida que se renova. Gosto deste chão seja qual for a estação, se bem que sofra com a inclemência da ardentia, mas já estou como os da terra: é lindo o nosso Alentejo, em Abril e Maio!

Vestidos de princesa!


De hoje a três semanas, todas as atenções, de quem aprecia eventos reais de grande aparato, bem como de jornalistas e cadeias de televisão de todo o Mundo, incluindo as nossas, estarão concentradas em Windsor, no Reino Unido, para o casamento de Harry e Meghan. E sempre que há casório, mais ou menos real, é grande a curiosidade quanto ao vestido da noiva, sendo que esta apenas será satisfeita quando Meghan Markle se preparar para entrar, no próximo dia 19, na Capela de St. George, no Castelo de Windsor, a residência mais apreciada pela rainha Isabel II. Até lá, reveja aqui alguns dos vestidos reais que nos últimos setenta anos fizeram muitas mulheres sonhar.

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Teríamos de começar pelo vestido da rainha Isabel II (1947), da autoria de Norman Hartnell, todo ele bordado a pérolas, com flores e espigas de trigo, inspirado numa obra de Botticelli “A Primavera”.

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Foi um dos contos de fadas do século XX: a hollywoodesca Grace Kelly casou com Rainier do Mónaco e tornou-se numa das mais celebradas figuras da realeza europeia. O seu vestido de noiva em tafetá de seda, tule e renda foi confiado a Helen Rose, então designer de moda nos estúdios da MGM.

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Em 1962, Sofia da Grécia casava com Juan Carlos de Espanha, usando uma criação de Jean Dessès (grande nome da alta costura francesa, de origem egípcia) em organza e lamé prateado.

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Em 1978 a americana Elizabeth Halaby casaria com o rei Hussein da Jordânia, este em terceiras núpcias, usando um modelo da Casa Dior. Pela união ganharia o nome de Noor da Jordânia.

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Quem não se lembra do vestido de Diana? Setecentos e cinquenta milhões de pessoas tê-lo-ão visto, naquela manhã de 29 de Julho de 1981. Em tafetá de seda, com as suas mangas em balão, oito metros de cauda e dez mil pérolas. Foi obra de David e Elizabeth Emanuel, então dois jovens criadores londrinos, com a intervenção da própria nubente.

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Em 1999, a actual rainha Matilde da Bélgica esposava o príncipe Filipe envergando um vestido de noiva, linha sereia, da autoria do criador belga Edouard Vermeulen.

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Em 2001, teve lugar em Oslo o casamento de Meete-Marit Hoiby com o príncipe Haakon da Noruega, herdeiro do trono. O autor do vestido foi Ove Harder Finseth, um dos mais famosos criadores de moda noruegueses.

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Um ano depois (2002) seria a vez de Máxima Zorreguieta casar com Willem-Alexander dos Países Baixos, envergando uma criação de Valentino.

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Foi o criador dinamarquês Uffe Frank quem desenhou o vestido com que a australiana Mary Donaldson casou com o príncipe Frederik da Dinamarca. O véu já antes havia sido usado pela avó do príncipe herdeiro.

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Letizia Ortiz escolheu Manuel Pertegaz para lhe desenhar o vestido de noiva. De realçar os bordados em fio de ouro, a cauda e o véu com quatro metros de comprimento. Foi há 14 anos, numa manhã chuvosa de Maio.

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Para o seu casamento com Daniel Westling (2010), a princesa Vitória escolheu uma criação da autoria de Par Engsheden.

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Foi Sarah Burton, directora artística da casa Alexander McQueen, quem desenhou o vestido de Catherine Middleton para o casamento (2011) com o príncipe William. Dizem os entendidos que a criadora ter-se-á inspirado no vestido usado por Grace Kelly.

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Ainda em 2011, teria lugar, agora no Mónaco, outro casamento de estado, o de Charlène Wittstock com o príncipe Alberto. O vestido foi desenhado por Giorgio Armani e deslumbrou pela elegância, pelos 40.000 cristais Swarovski e outras tantas pérolas.

Bacalhau com molho de camarão

Uma posta generosa de bacalhau do alto e uma embalagem de camarão médio foram os ingredientes retirados do congelador, para se elaborar a receita que haveríamos de saborear ao almoço! Digo bem: saborear, porque apesar de ser uma receita simples é deliciosa e perfumada.

1 posta generosa de bacalhau do alto
1 embalagem de miolo de camarão de tamanho médio
ervilhas tortas
espigos de grelos
batatinhas com pele cortadas ao meio
2 cebolas médias descascadas e cortadas finamente
3 dentes de alho descascados e picados
2 tomates frescos sem pele e sem sementes cortados grosseiramente
azeite q.b
1 copo pequeno de vinho branco
1 colher (sopa) de manteiga
sal e pimenta preta moída na altura
1 raminho de coentros frescos picados

Numa assadeira coloque uma cebola cortada, as batatas e o tomate. Regue com um fio de azeite.
Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus.

A meio da cozedura, junte a posta de bacalhau cortada ao meio no sentido do comprimento. Deixe cozinhar no forno. Tempere de sal e pimenta.

Entretanto, num tacho, aqueça um fio de azeite, junte as restantes cebolas e alho e deixe alourar um pouco. Junte os espigos e as ervilhas tortas. Junte um pouquinho de água. Tape o tacho e deixe cozinhar, de modo a que os legumes fiquem “al dente”. Tempere de sal e pimenta.

Retire os legumes e conserve-os quentes. Junte agora no tacho o miolo de camarão e deixe cozinhar por um minuto. Regue com o vinho branco e deixe que o álcool evapore.

Junte a manteiga e deixe que o molho avelude. Tempere de sal, pimenta e coentros.

Só falta empratar!

Vir à terra!

Já cá não vinha há seis semanas, tantas as que leva o meu mais recente desafio televisivo. Falta de tempo e muita chuva, que para estar dentro de casa tanto me faz que seja aqui como em Fontanelas. Do que gosto mesmo é de andar no campo, junto das ovelhas e das éguas, descobrindo os cheiros, as cores e os sons que fazem desta terra cousa tão especial e desejada. Vinguei-me nestes últimos três dias, nas abertas que os aguaceiros iam permitindo, e gostei de ver que a barragem já transborda de água e que a terra semeada de pasto e esperança, vai para três meses, cobre-se agora de erva farta e gorda. Medra a “Azeitona” a olhos vistos, e é da rafeira alentejana que estou a falar, enquanto a “Pesqueirinha”, a gata, já é a dona do pedaço.

Agora que me vou não vejo a hora de voltar!

A arte de caracterizar!

Foi no domingo passado que passei três horas e meia a ser caracterizado de palhaço de “meter medo ao susto”, para surpreender uma das concorrentes da Casa dos Segredos. Quando a ideia surgiu na reunião semanal onde “cozinhamos” a gala de domingo, logo me empolguei com a ideia de me entregar nas mãos do Sérgio Alxeredo para recriar a figura principal do filme que os concorrentes iriam ver no sábado seguinte, fã que sou do seu superior talento e por outras experiências semelhantes que com ele e a sua equipa já vivi em variados momentos profissionais. Depois de tantas horas, tintas, silicone, gelatina, látex e outros materiais, o resultado não poderia ter sido melhor. E pensar que há actores que se submetem a caracterizações do género, ou, ainda, mais exigentes, diariamente, durante meses a fio, tantos quantos leva, por exemplo, a rodagem de um filme! “… And the Oscar goes to Sérgio Alxeredo!”.

A mesa do Dino!

Não sei se foi sempre ele, Dino Gonçalves, a decorar a mesa do almoço da revista Lux que celebra a eleição das personalidades masculinas de cada ano, e já lá vão sete, mas associo sempre o seu sorridente rosto e muito talento a este evento, a que o agrado e generosidade do público me fazem comparecer, desde o primeiro. Lembro-me de algumas dessas mesas, particularmente de uma vestida com as próprias capas da revista, onde a criatividade e o bom gosto do decorador se excedem, mas nenhuma bate esta que hoje se nos apresentou feérica e imponente, no seu corredor de relva natural coroado pela prataria da Topázio, marca de muitos anos e pergaminhos, pelos citrinos da estação e muitas flores imaculadas. Parabéns Dino!

Na Casa

No jardim da Casa é a grande mesa que domina as atenções. Dá-se ao convivo, à partilha, pena que a chuva tenha impedido os concorrentes de nela se sentarem à conversa ou a refeiçoar, mas ainda agora “a procissão vai no adro!”. É da Casa mais vigiada do país que desta vos falo, cenário que eu diria real não soubéssemos das câmaras vasculhando cada canto. Entrei nela ainda o programa estava para começar e gostei dos detalhes e da decoração. Dizem os concorrentes ser das mais bonitas, se não mesmo a mais bonita, entre as seis que a antecederam. Pelas cores, tantas quantos os pecados que servem de mote ao desafio, pelo desafogo e sobretudo pelos detalhes da decoração e quanto a esta o mérito é da “Von Haff”, empresa familiar sediada em Aveiro que pela segunda vez aceita o desafio, consciente da visibilidade que cada peça irá ter ao longo dos próximos três meses. Optando pelo mobiliário de design vestiu a Casa com peças de grande aparato e bom gosto sem esquecer alguns detalhes decorativos que fazem toda a diferença, mas outro que fosse o desafio teria sempre a capacidade de responder com soluções práticas e exclusivas. Mãe, filha e toda uma equipa de designers e profissionais fazem da “Von Haff” uma empresa a ter em conta na hora de projectar e dar vida seja lá a que espaço for.

Confesso que não vejo a hora de subir até Aveiro pela beleza da cidade, pela Arte-Nova que ela exibe em vários dos seus edifícios, pelos canais que sulcam o centro histórico, pela simpatia de cagareus e ceboleiros, mas também pela “Von Haff”, onde tenho a certeza de encontrar muito com que sossegue o meu ímpeto de decorador.

www.vonhaff.com