Vai um cimbalino?

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Cimbalino ou bica é tudo a mesma coisa, que é como quem diz um café expresso. Se em Lisboa se diz bica, por ser uma chávena de café bem quente, tirada directamente da bica da máquina, no Porto é cimbalino, porque tirado da máquina importada de Itália, “La Cimbali”. Mas aqui, para a prosa, o que importa mesmo é o sítio onde o saboreamos, e desta optei por um dos mais bonitos e míticos estabelecimentos do Porto, o café Guarany. É na Avenida dos Aliados desde 1933 e rapidamente passou a ser frequentado por intelectuais e homens de negócios. Setenta anos depois o Guarany conhece uma remodelação de fundo, respeitando contudo a decoração original. Foram encomendados dois grandes painéis a Graça Morais que, através do seu talento e olhar, retratam a cultura dos Guarany, uma das mais representativas tribos indígenas da América Meridional, onde são hoje o Paraguai, o Uruguai e o Paraná (Brasil).

Quando se fala de cafés históricos do Porto, referimos sempre o Majestic, da rua de Santa Catarina, como expoente máximo de interesse e bom gosto, muito por via da sua decoração arte nova, e injustamente nos esquecemos deste outro (curiosamente salvo da degradação pelo mesmo homem que com os dois ficou: Fernando Barrias), por isso se impunha o escrito como sugestão a ter em conta, numa ida à capital do norte.

Quanto ao café, bebida que muito aprecio, se bem que me ache mais cházeiro, bebo três por dia e apesar de haver quem diga que se quer negro, como a noite, quente como o inferno e doce como o amor, como gosto dele é com menos quentura e nada de doçura, já que pertenço ao grupo que entende que o açúcar só adultera o seu sabor e aroma.

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7 comentários a “Vai um cimbalino?

  1. Miguel Cardoso

    Olá Manuel Luís Goucha, também eu sou uma pessoa que gosta de conhecer outros locais interessantes do nosso país. Gostava que o Manuel Luís visitasse duas das cidades que mais gosto no nosso país.
    Essas cidades são Vila Real ( de Trás-os-Montes), onde eu nasci com muita honra e alegria e Viseu onde resido atualmente. A outra cidade que adoro é a nossa capital, a belíssima cidade de Lisboa.
    Um abraço grande deste seu fã e da Cristina.

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  2. Julio Dinis Sousa

    Ola Manel(Desculpa tratar-te assim….)!
    Viva!
    Para ja, so para te cumprimentar e dizer-te que me sensibilizas ate as lagrimas pela dedicação que das aos animais que adoptastes ….tens sido um exemplo de vida e de rectidão….conforme vejo pessoalmente as coisas e as situações….
    Felicidades para o teu trabalho e muita audiência para os teus programas…..eu não vejo a tv nacional por ser manipuladora e mentirosa….nao me refiro ao teu programa, pk não vejo. O melhor deste mundo para a tua vida pessoal e ja agora tb. para os teus animais, de que gostei muito.
    Ate sempre

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  3. Romina Fernández

    Ontem depois de uma noite de pensamentos decidi que na vida poderá não haver impossíveis se a vontade for grande e o empenho superar obstáculos. Na verdade nunca fui pessoa de pedir ajuda, tenhoa mania de acha que vou fazer tudo sozinha que não tenho que chatear os outros, mas chegou o dia que me apercebi que sozinha não está a ser possível, talvez até porque a minha cabeça já não está comd estreza para isso de tão confusa que ela está.
    Bem, aqui fica o motivo porque escrevo, a parte de tudo sou uma enorme fã do Manuel e da Cristina, adoro a forma natural como fazem as coisas e apesar de o mais perto que estive de um de vós foi no dança com as estrelas, tenho uma admiração pelo que fazem e acima de tudo pelos sorrisos que tenho a certeza arrancam a muita gente nas manhãs, aliás a minha avó que tem alzheimer e 86 anos quando vê o Goucha na televisão conhece-o 🙂 é maravilhoso! Então cá vai a minha pequena história:
    Tenho 28 anos e sinto-me completamente incompleta na realização da minha vida, os meus pais separaram-se quando eu era pequenina, tenho poucas recordações desses momentos mas muitas das angustias que a minha mae passou para nos sustentar sozinha a mim e à minha irmã que agora tem 35, sei que muitas vezes ela deixou de comer para nós podermos comer e sei que hoje lhe custa imenso ver-me assim, um pouco sem rumo. A minha mãe entrou numa grande depressão tinha eu cerca de 19 anos se a memória não me falha e juntar a uma grave anemia que a já a tinha levado várias vezes às urgencias, ela trabalhava sem parar e um dia não aguentou. Teve que ser levada para Espanha para fazer tratamentos e estar com uma irma que vivia em Madrid, e eu, aqui fiquei. Posso não me lembrar de muita coisa na minha vida mas da imagem da minha mãe a ir embora jamais me esquecerei. Nessa altura eu estava a tirar um curso profissinal de secretariado, da nossa casa via-se a saída do metro de onde sempre que eu ia a casa para almoçar via minha mãe no nosso terraço à epera de me ver sair do metro. Nesse dia, ela não estava lá. Alguma coisa se passava, fui a correr para casa, e ela lá estava, lavada em lágrimas a ir embora. O mundo caiu sobre mim, 19anos, sozinha. E agora? Não a culpo, eu própria passei por uma enorme depressão depois disso e sei que saímos fora do nosso controlo e sei que hoje, ela não é feliz porque se sente culpada e diz que me abandonou e não se perdoa, MAs não é assim, eu amo-a e devo-lhe tudo oq ue sou, dedicou toda a sua vida a mim e à minha irmã. Continuando, fiquei ali, sentada no meu terraço, sozinha sem saber o dia de amanhã. Tinha uma carta para ler, a minha mãe tinha falado com uns amigos para eu ir para casa deles até as coisas de resolverem porque tinhamos que deixar aquela casa. E assim foi, lá fui eu com as minhas coisas para casa de, para mim, pessoas desconhecidas. Tinha o meu namorado e uma tia minha com a qual eu em dava muito bem, mas o meu namorado disse que eu tinha demasiados problemas e acabou tudo e a minha tia sofreu um enfarte. Essa minha tia tem um filho que na altura era pequenino, sabia que ele precisava de mim e a minha vóq ue também já era velhinha, assim fiz o que pude de uma forma ou de outra em vez de pensar mim ajudei-os como pude. Deixei os estudos pois tinha que trabalhar e aluguei um apartamento, lembro-me que recebia 435€ e pagava 360€ de renda, lembro-me das inúmeras vezes que fui a pé para o trabalho (cerca de 10km) e chegava lá cheia de bolhas nos pés, o meu amigo Rui Moreira e a Cristina devem lembra-se, que muito tenho que lhes agradecer pela compreensão e almoços que a Cristina me pagou, Enfim, foram inumeras as vezes que quis por fim à minha vida, não tinha o que comer, tive que pedir comida em restaurantes, não tinha nada, absolutamente nada. Sei que há sempre pessoas pior que nós e talvez fosse issoq ue me mantinha vida porque sofrimento acreditem foi muito. Entre psicologos, psiquiatras e medicação ia-me compondo. Acabei por não ter condições para viver sozinha e fui para casa da minha avó, mas as coisas lá eram muito complicadas até que um amigo meu o Nuno Caldeira me foi uma vez lá buscar e recorda até hoje o estado lástimavel e “drogado” em que me encontrava, levou-me para casa dele, passei dias e dias sem sair do quarto num imensa escuridão , a vida para mim , não tinha qualquer sentido. Tudo mudou quando conheci o meu atual namorado, que já está comigo há quase 5anos e a quem eu agradeço por me ter tirado daquele buraco negro. Foi graças a ele que me ergui como pude, acabei por entrar na faculdade onde estou agora a tirar o curso de Terapia da Fala. Mas na verdade, o meu sonho, sempre foi a dança. O meu namorado inscreveu-me na dança em dezembro de 2013, e na verdade são os momentos do meu dia em que não penso em nada. Neste momento vivo com o meu pai, com quem não tinha contacto, e tenho a minha avó com alzheimer aos meus cuidados, descurei os estudos para cuidar dela, é muito complicado acreditem, ela dá-me a volta à cabeça. Ando de novo na psicologa e foi descoberto que tenho um problema nos ovários que praticamente que está a obrigar a fazer um tratamento neste momento para engravidar. E quando estou na dança, o mundo para, esqueço-me que vivo naquela casa e que tudo me parece estar outra vez a afundar. Esse é e sempre será o meu sonho: a dança. E é por isso que vos escrevo, para de alguma forma me darem uma oportunidade de fazer da minha vida a dança, para ter alguém que me treine que me ensaie, na verdade, não sei bem oq ue peço, o que quero é realizar um sonho . Sentir os aplausos do público quando danço, sentir que mostrrei o que amo fazer, dançar, dançar para o público. Já pensei em treinar um ano consecutivo dança para depois tentar dar aulas ou fazer algum projeto relacionado com a área mas não tenho possibilidades para manter um ano só com treinos de dança já quis também tirar um curso de zumba mas também não tenho condições monetárias. Eu peço, do fundo do meu coração, ajudem-me a viver este sonho. Ou será demasiado tarde?

    um beijo do tamanho do mundo
    Romina Fernández
    915342329

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  4. maria jose costa

    Ola snr luiz sou do alto minho e confesso que pouco conheço do nosso portugal e do estrangeiro com pena minha nao conheco mundo pois gosto de tudo que cheire a hestoria. Todos os dias o visito pra ver se á um lugar novo para descobrir. Obrigada por conpartir mundo e momentos unicos

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  5. Berta Veiga

    O que eu aprendo consigo!Acredita que nunca tinha ouvido falar desse café?confesso que raramente vou à baixa mas quando for não me vou esquecer de ir a esse café que pelas fotos é maravilhoso.Tenho de ir lá beber um café.Sim,porque apesar de ser do porto peço sempre um café 🙂

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