Espelho meu!…

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Este sou eu, visto pelos olhos das crianças da Escola Arco-íris, nos Olivais. E assim começou o segundo dia de gravações do que seria o sétimo programa MasterChef, este que acabou de ver. Chegado à escola, logo me chamam a atenção para quantos desenhos haviam sido feitos em jeito de saudação e sobre mim. Vêem-me colorido, de cabelo empinado e de bem com a Vida. E não me julgam por ser feliz, talvez a minha maior extravagância, num país de invídias e queixumes.

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De bem comigo é-me fácil olhar ao espelho, confrontar-me com a imagem que aquele me devolve. Nem sempre é pacífico esse exercício de olharmos bem dentro de nós e de enfrentarmos os nossos demónios. Isso mesmo havíamos pedido aos concorrentes no dia anterior, na prova da caixa mistério, e que daí partissem para a execução de uma receita que tivesse a ver com a história de cada um. E foi o que se viu: soltaram-se genuínas emoções e as lágrimas rolaram em alguns dos rostos. O caso do Márcio é dos mais tocantes, como aliás poderemos perceber melhor muito em breve. Com tanto à flor da pele nem todos os concorrentes foram bem sucedidos. O Leonel apresentou a pior das propostas e tal intriga-nos enquanto jurados, logo ele que é capaz do melhor. A Cátia resolveu jogar pelo seguro e apresentou-nos o mesmo prato que levou ao Estádio do Jamor, e que lhe garantiu passagem à fase seguinte de apuramento. Desta sim, a Ann Kristin conseguiu preparar um doce tradicional do seu país natal, o mesmo que queria ter feito na semana passada, não lhe tivéssemos trocado as voltas… ou melhor, a cesta. Já o Manuel foi pela açorda de bacalhau, levando-nos através das suas recordações mais sulistas, e fez muito bem, já que do desafio se sagrou vencedor.

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Em chegando à escola seria o Manuel a ter a grande vantagem de escolher entre a equipa que queria ou os ingredientes para a prova. Deixou-se ir pelo coração, optando por constituir uma equipa formada pelos elementos com quem melhor se entende (Leonel, Cátia, Olga, Márcio e Silvia), perdendo assim a oportunidade decisiva de escolher os produtos necessários à confecção de um almoço para cem crianças, à cabeça dos quais a proteína. Fê-lo a equipa adversária, a da Ann-Kristin, a segunda classificada no desafio do espelho, preferindo o frango em detrimento do peixe. Escolha mais do que óbvia dado o gosto geral. Só mesmo um milagre salvaria a equipa vermelha da derrota. Bem tentaram, com uma espécie de douradinhos, com um molho adocicado a fazer lembrar o Ketchup, e uma engenhosa sobremesa de puré de maçã, creme de Maizena e doce de ovos, como se fosse um sol estrelado no prato, mas não foi suficiente para destronar a receita do lado, de frango no forno, tão simples mas consensual entre a criançada!

A refeição decorreu em grande algazarra. E eu que há muito não lidava com um público tão jovem diverti-me à grande, escutando-os, dando-lhes atenção e até brincando com eles. Foi uma tarde inesquecível. No final de tudo, prova concluída e arrumado o “circo”, ali fiquei à conversa, tirando fotografias e dando autógrafos. Fui dos últimos a sair, de coração cheio.

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A última das provas saiu das entranhas… de uma vaca a fingir, se bem que uma autêntica tenha entrado em estúdio pela mão do chef Rui Paula, feito quase um “rei do gado”. Fígado, coração, rins e molejas eram as miudezas em prova, e seriam estas últimas a ditar a saída de mais uma concorrente. A Olga apresentou-as incomestíveis, por não estarem cozinhadas e assim foi ela a abandonar o MasterChef.

Ficámos sem as suas contagiantes gargalhadas, a sua boa disposição e o seu companheirismo. Mas MasterChef é acima uma competição, em que apenas dois ganharão os lugares cimeiros. Para a Olga terá sido uma grande aventura para mais tarde recordar e contar.

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Na próxima semana

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Seguimos com dez concorrentes por esse rio de ouro acima, até ao Pinhão. Para celebrar os vinhos daquela que é a primeira região demarcada do Mundo e a lampreia, que para muitos é um pitéu, numa mesa farta de afectos. Não perca!

7 comentários a “Espelho meu!…

  1. Berta Veiga

    Realmente,quando somos vistos pelos olhos das crianças ficamos sempre coloridos e convenhamos….ficamos sempre belos 🙂 .Amei os desenhos .

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  2. Francisco Faria

    primeira prova; numa prova em que lhe pedem para cozinhar aquilo que são….mais de matede meteu água por todos os lados. é impensável como um grupo de aspirantes a chefes possam partir para uma competição sem terem um conjunto de cinco ou seis pratos (receitas) de cabeça que saibam executar irreprensivelmente.
    em uma hora fazer um arroz de grelos que demora no máximo uns 25 minutos e um pernil é de rir. então uma italiana a cozer esparguete numa dúzia de minutos e a por lá mais qualquer coisita para compor o prato foi mau demais para ser verdade. apresentar carne crua e para além disso uma ave sem qualquer técnica, nem desossou, nem limpou, nem nada….ao nível de uma churrasqueira ou rolote de beira de estrada, com todo o respeito pelo sabor que possa ter não estará nunca ao nivel de um masterchef.
    na prova por equipas o manuel conseguiu não cozer um arroz….imagine-se um arroz em que as medidas são matemáticas! o resto foi por conta da proteína.
    na prova de eliminação a prova que para sobreviver no masterchef durante sete semanas nao é preciso saber muito de cozinha.

    mais uma vez quem provou ser um cozinheiro com assinatura foi a Ann Kristin

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    1. MLG

      obrigado Francisco pelo seu comentário. Nem sempre as coisas correm bem, mas a maioria dos concorrentes já nos deu a provar receitas bem feitas e saborosas. E ainda o programa vai a meio.

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  3. graça almeida

    pois desenhos feito por crianças têm muito valor mas estes representam bem o como o Manuel gosta de se vestir são mesmo a sua cara bom fim de semana

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