Boa noite, princesa!

Não há fome que não dê em fartura, levei décadas para voltar ao Palácio Nacional de Queluz e agora no espaço de mês e meio já lá fui três vezes, entre idas de lazer e trabalho, e no caso até tudo se mistura. Domingo fui a um encontro de saberes e sabores, no âmbito de uma iniciativa que decorreu ao longo de vários fins de semana no concelho de Sintra e procurou dignificar e valorizar o património alimentar da região, entre tertúlias e degustações, realizadas em alguns dos mais emblemáticos exemplares do seu património edificado, chamando a esses eventos as gentes sintrenses com as suas memórias, ou seja um outro património inestimável e sem o qual nada faz sentido, o social.

Assim, fiz parte de um júri, constituído pela jornalista Alexandra Prado Coelho (sou habitual ledor do que escreve no “Público”), Filipa Gomes e Fortunato da Câmara (grande sabedor dos prazeres da mesa. Sigo os seus escritos com regularidade no “Expresso”), que apreciou as receitas finalistas de um concurso promovido no âmbito desta iniciativa, “Somos o que comemos”, e apesar de um domingo cinzento e chuvoso, que não permitiu que tivéssemos usufruído em pleno dos jardins do Palácio, as horas que ali passei foram muito agradáveis pelo que ouvi dos meus colegas jurados, pelo que provei, receitas a concurso e depois no festim (agrada-me tão palaciana palavra) preparado com talento por jovens alunos da Escola Gustave Eiffel, e sobretudo, como sempre, pelas muitas provas de carinho de que fui alvo. Imaginem as fotos que tirei ao todo, a partir da pequena selecção que aqui partilho, os abraços e beijos recebidos e as muitas palavras de apreço por um trabalho que cumpro com paixão mas que muitas vezes não sei se chega como desejo a quem o vê. É nestes momentos de encontro e partilha, melhor ainda se à mesa, que percebo como o meu jeito de ser e de me dar pode fazer sentido na vida de muitas pessoas. Uma que fosse e já teria valido a pena.

Imaginem o meu contentamento quando uma mãe me diz, ainda que, ao ouvido: “obrigado pelo que, sem saber, fez pelo meu filho e por mim, que agora o entendo” ou a minha surpresa quando uma jovem de, apenas 14 anos, me abraça, pede para tirar uma foto comigo e para eu assinar três folhas impressas com a minha fronha. Apenas 14 anos! Porque gostaria de mim, quando tem é idade para apreciar antes um Justin Bieber?
Contaram-me depois que houve quem lhe tivesse perguntado isso mesmo e que a resposta não se fez rogada: “gosto do Goucha porque tem carisma e humildade!”. Chama-se Beatriz, pediu ao pai que a levasse ao Palácio para me ver e a tudo assistir, como se fora crescida (será que não é?!), sentou-se à mesa, disse-me gostar de português, já não tanto de matemática, e em chegando a hora combinada com o pai para a ir buscar despediu-se com um abraço daqueles onde cabemos inteiros. Ao vê-la ir, no seu andar de tule, imaginei-a princesa naquele jardim de buchos, aromas e palavras. Boa noite Beatriz!

7 comentários a “Boa noite, princesa!

  1. Maria de Jesus Fernandes Gomes

    Gosto muito do Manuel Luís Goucha, pois além de ser muito bom apresentador, tem bom caráter, é bondoso, culto e educado bjs Maria de Jesus Fernandes Gomes

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  2. Adélia Gil

    GOSTEI DE TUDO O QUE LI E AS FOTOS MUITO LINDO TAMBÉM GOSTAVA DE TER ESTADO AO PÉ DO MANUEL E DA PRINCESA SUA FÃ DEVE TER SIDO UM DIA MUITO FELIZ BEIJOS

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  3. Romana dealmeida

    Boa noite Manuel Luis eu nasci na linda cidade de lisboa tinha 21 anos de idade casei e vim viver para os estados unidos hoje tenho 64 anos mas Portugal esta sempre no meu coracao mas todos os dias o veijo na televisao as manhas consigo Sao maravilhosas voce è uma grande pessoa em tudo continue um grande abraco felicidades

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  4. Ana paula trindade

    Para mim Você sr goucha é o melhor apresentador do mundo gostava de o conhecer pessoalmente e nem existe ninguém tão bem vestido como o senhor muitos beijinhos adoro o

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