Escrevo estas linhas devagar, como quem folheia um caderno antigo cheio de coisas que valeu a pena guardar. Confesso que me deixo levar pelo entusiasmo, e talvez seja essa a melhor maneira de contar uma história. E é precisamente «Tu cá, tu lá — conversas de inverno» que me traz hoje aqui.
Entre o dito e o sentido
Sou pessoa de hábitos, e isso traz-me alguma serenidade. Não me arrependo de nada, e isso já é uma boa notícia. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. E é essa honestidade que dá graça ao assunto.
Gosto de ouvir as histórias dos outros e de as repetir, mal ou bem. E assim o tempo passa sem que a gente dê por isso. Aprendi que se pode discordar e continuar a rir. Uma boa pergunta vale mais do que uma longa resposta.
Há silêncios que são parte da conversa e não um problema. Vou-me despedindo, como quem sai de uma mesa cheia. Falo muito, mas ouço ainda mais, e é assim que aprendo. Mas tudo o que aqui se diz é verdadeiro para quem o diz.
O essencial, afinal
Nestas conversas cabem dúvidas, teorias e uma boa dose de disparate. É bom ter com quem falar sem ter de explicar tudo outra vez. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça. Com os amigos, a conversa começa num ponto e acaba sempre noutro completamente diferente.
Há assuntos que só se resolvem à mesa, com paciência e uma boa dose de humor. Fica a promessa de continuar esta conversa no próximo encontro. Há perguntas que me fazem sempre e às quais já respondi de todas as maneiras. Fica a conversa aberta, como sempre.
É assim que vamos, tu cá, tu lá. Cá por casa, discute-se o que se come, o que se vê e o que se fez durante o dia. Nada do que aqui se diz tem de ser levado a sério. Talvez seja simples, mas é verdadeiro.
O que trago comigo
Interessa-me mais o que as pessoas têm para dizer do que aquilo que deviam dizer. As melhores conclusões saem sempre destas conversas despreocupadas. Fico com a impressão de que tudo se encaixa quando paramos para pensar. É bom quando conseguimos nomear aquilo que sentimos.
A vida é feita destas pequenas coisas que se somam. Noutras, basta um olhar para perceber a resposta. Cada um traz o seu pedaço e no fim o assunto fica mais rico. Gosto desta ideia de conversa solta, em que se fala de tudo e de nada ao mesmo tempo.
O melhor de tudo é o tempo que se passa sem olhar ao relógio. Deixo-me ficar, às vezes, apenas a observar. Não há tema pequeno quando a companhia é boa. É nestas trocas que se percebe quem está realmente atento a nós.
- Perguntar com curiosidade
- Voltar sempre ao mesmo assunto
- Ouvir mais do que falar
- Falar sem pressa
- Responder com honestidade
- Não levar tudo a sério
Resposta simples
Nada disto é complicado, mas tudo isto me importa. Volto à carga na próxima ocasião. Há sempre um detalhe novo que me escapa na primeira vez. E, entretanto, cada um que tire as suas conclusões.
Até breve, e boas conversas. Não guardo mágoas destas conversas, guardo notas. E assim o tempo passa sem que a gente dê por isso. Volto à carga na próxima ocasião.
O melhor de tudo é o tempo que se passa sem olhar ao relógio. E, entretanto, cada um que tire as suas conclusões. As melhores conclusões saem sempre destas conversas despreocupadas. Fica a conversa aberta, como sempre.
| Novidades? | Umas quantas |
|---|---|
| Pergunta | Resposta |
| Quando combinamos? | Logo se vê |
| Como vai? | Vai indo |
| E contigo? | Vai andando |
Uma pergunta que me fazem
E é essa honestidade que dá graça ao assunto. É assim que vamos, tu cá, tu lá. Vou-me despedindo, como quem sai de uma mesa cheia. Aprendi que se pode discordar e continuar a rir.
Deixo-me ficar, às vezes, apenas a observar. Nada disto é complicado, mas tudo isto me importa. Gosto desta ideia de conversa solta, em que se fala de tudo e de nada ao mesmo tempo. Gosto de ouvir as histórias dos outros e de as repetir, mal ou bem.
Talvez seja simples, mas é verdadeiro. Com os amigos, a conversa começa num ponto e acaba sempre noutro completamente diferente. Uma boa pergunta vale mais do que uma longa resposta. É bom quando conseguimos nomear aquilo que sentimos.
Um ponto de partida
Sou pessoa de hábitos, e isso traz-me alguma serenidade. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. Há assuntos que só se resolvem à mesa, com paciência e uma boa dose de humor. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça.
Cada um traz o seu pedaço e no fim o assunto fica mais rico. Não me arrependo de nada, e isso já é uma boa notícia. Noutras, basta um olhar para perceber a resposta. É bom ter com quem falar sem ter de explicar tudo outra vez.
Há sempre um detalhe novo que me escapa na primeira vez. Fica a promessa de continuar esta conversa no próximo encontro. Não há tema pequeno quando a companhia é boa. Há silêncios que são parte da conversa e não um problema.
Mais uma nota
É bom quando conseguimos nomear aquilo que sentimos. E, entretanto, cada um que tire as suas conclusões. Fica a conversa aberta, como sempre. Há perguntas que me fazem sempre e às quais já respondi de todas as maneiras.
Para rematar
Sou pessoa de hábitos, e isso traz-me alguma serenidade. Nada disto é complicado, mas tudo isto me importa. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. Falo muito, mas ouço ainda mais, e é assim que aprendo.
Até à próxima, que já se faz tarde.



