Escrevo estas linhas devagar, como quem folheia um caderno antigo cheio de coisas que valeu a pena guardar. Confesso que me deixo levar pelo entusiasmo, e talvez seja essa a melhor maneira de contar uma história. Daí este apontamento sobre «Tu cá, tu lá com Ana Afonso».
Uma pergunta que me fazem
Falo muito, mas ouço ainda mais, e é assim que aprendo. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça. Cada um traz o seu pedaço e no fim o assunto fica mais rico. É bom ter com quem falar sem ter de explicar tudo outra vez.
É assim que vamos, tu cá, tu lá. É nestas trocas que se percebe quem está realmente atento a nós. É bom quando conseguimos nomear aquilo que sentimos. Com os amigos, a conversa começa num ponto e acaba sempre noutro completamente diferente.
Cá por casa, discute-se o que se come, o que se vê e o que se fez durante o dia. Fica a conversa aberta, como sempre. Até breve, e boas conversas. Não guardo mágoas destas conversas, guardo notas.
Um assunto de todos
Interessa-me mais o que as pessoas têm para dizer do que aquilo que deviam dizer. Há sempre um detalhe novo que me escapa na primeira vez. E assim o tempo passa sem que a gente dê por isso. Aprendi que se pode discordar e continuar a rir.
Nestas conversas cabem dúvidas, teorias e uma boa dose de disparate. Fico com a impressão de que tudo se encaixa quando paramos para pensar. Nada do que aqui se diz tem de ser levado a sério. Gosto desta ideia de conversa solta, em que se fala de tudo e de nada ao mesmo tempo.
Gosto de ouvir as histórias dos outros e de as repetir, mal ou bem. A vida é feita destas pequenas coisas que se somam. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. Noutras, basta um olhar para perceber a resposta.
Notas à margem
Não me arrependo de nada, e isso já é uma boa notícia. Deixo-me ficar, às vezes, apenas a observar. Nada disto é complicado, mas tudo isto me importa. Há perguntas que me fazem sempre e às quais já respondi de todas as maneiras.
Não há tema pequeno quando a companhia é boa. Mas tudo o que aqui se diz é verdadeiro para quem o diz. Vou-me despedindo, como quem sai de uma mesa cheia. Sou pessoa de hábitos, e isso traz-me alguma serenidade.
- Ouvir mais do que falar
- Rir de si próprio
- Não levar tudo a sério
- Voltar sempre ao mesmo assunto
- Responder com honestidade
- Perguntar com curiosidade
Sem pressas nem pressões
As melhores conclusões saem sempre destas conversas despreocupadas. Há assuntos que só se resolvem à mesa, com paciência e uma boa dose de humor. Talvez seja simples, mas é verdadeiro. Uma boa pergunta vale mais do que uma longa resposta.
E, entretanto, cada um que tire as suas conclusões. O melhor de tudo é o tempo que se passa sem olhar ao relógio. Volto à carga na próxima ocasião. Fica a promessa de continuar esta conversa no próximo encontro.
Há silêncios que são parte da conversa e não um problema. E é essa honestidade que dá graça ao assunto. Fico com a impressão de que tudo se encaixa quando paramos para pensar. A vida é feita destas pequenas coisas que se somam.
| Quando combinamos? | Logo se vê |
|---|---|
| E contigo? | Vai andando |
| Pergunta | Resposta |
| Como vai? | Vai indo |
| Novidades? | Umas quantas |
Entre nós
Vou-me despedindo, como quem sai de uma mesa cheia. Há assuntos que só se resolvem à mesa, com paciência e uma boa dose de humor. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça. É bom ter com quem falar sem ter de explicar tudo outra vez.
Mas tudo o que aqui se diz é verdadeiro para quem o diz. Cá por casa, discute-se o que se come, o que se vê e o que se fez durante o dia. Uma boa pergunta vale mais do que uma longa resposta. E, entretanto, cada um que tire as suas conclusões.
Conversa sem pressa
Fica a promessa de continuar esta conversa no próximo encontro. Falo muito, mas ouço ainda mais, e é assim que aprendo. Há silêncios que são parte da conversa e não um problema. Com os amigos, a conversa começa num ponto e acaba sempre noutro completamente diferente.
Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. Sou pessoa de hábitos, e isso traz-me alguma serenidade. Volto à carga na próxima ocasião. Aprendi que se pode discordar e continuar a rir.
Nestas conversas cabem dúvidas, teorias e uma boa dose de disparate. Não guardo mágoas destas conversas, guardo notas. As melhores conclusões saem sempre destas conversas despreocupadas. Deixo-me ficar, às vezes, apenas a observar.
Mais uma nota
Gosto de ouvir as histórias dos outros e de as repetir, mal ou bem. Cá por casa, discute-se o que se come, o que se vê e o que se fez durante o dia. Há perguntas que me fazem sempre e às quais já respondi de todas as maneiras. Noutras, basta um olhar para perceber a resposta.
Para rematar
Há perguntas que me fazem sempre e às quais já respondi de todas as maneiras. Nada do que aqui se diz tem de ser levado a sério. Noutras, basta um olhar para perceber a resposta. E é essa honestidade que dá graça ao assunto.
Mais uma nota
Com os amigos, a conversa começa num ponto e acaba sempre noutro completamente diferente. Aprendi que se pode discordar e continuar a rir. As melhores conclusões saem sempre destas conversas despreocupadas. Há assuntos que só se resolvem à mesa, com paciência e uma boa dose de humor.
Para rematar
Falo muito, mas ouço ainda mais, e é assim que aprendo. Fica a conversa aberta, como sempre. E, entretanto, cada um que tire as suas conclusões. Há perguntas que me fazem sempre e às quais já respondi de todas as maneiras.
É sempre bom falar consigo.



