Gosto de partilhar aquilo que me passa pela cabeça quando o dia abranda e a casa fica em silêncio. Há aqui uma mistura de saudade, curiosidade e uma vontade enorme de continuar a aprender. Por isso mesmo resolvi escrever sobre «Do Alentejo para o Papa», sem rodeios e sem grandes pretensões.
O prazer das coisas simples
Aprendi a saborear os intervalos, aqueles minutos em que nada é urgente. Gosto de pôr a mesa com cuidado, mesmo quando estou sozinho. Reconheço que tudo isto é pouco, mas é o meu pouco, e chega-me. Trocar a pressa por um pouco de vagar é um luxo ao alcance de quase todos.
E, no fundo, é isto que me dá equilíbrio. Um passeio sem destino, ao fim da tarde, é o meu luxo favorito. De vez em quando, compro algo apenas belo e inútil, e não me arrependo. Há sempre um detalhe novo que me escapa na primeira vez.
Talvez seja simples, mas é verdadeiro. Tenho pequenas manias que me fazem bem e não me sinto mal por isso. A vida não precisa de cenários; precisa de atenção. Fico com a impressão de que tudo se encaixa quando paramos para pensar.
Luxos que não custam caro
Fica o convite para experimentar também, sem culpa nenhuma. Sou capaz de ficar em silêncio a olhar para um livro só para o cheirar. Há luxos que não se pagam com dinheiro e que exigem apenas disponibilidade. Nada disto é complicado, mas tudo isto me importa.
Não preciso de mais coisas; preciso de mais tempo com as pessoas de quem gosto. É bom quando conseguimos nomear aquilo que sentimos. Gosto de sábados sem plano, em que a única tarefa é não ter tarefa nenhuma. Deixo-me ficar, às vezes, apenas a observar.
Um gesto de cada dia
Há uma dignidade tranquila em fazer as coisas bem, mesmo as pequenas. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. Um café bebido devagar, à janela, pode ser a melhor parte do dia. Guardo a loiça boa para os dias comuns, que são a maioria.
Não me arrependo de nada, e isso já é uma boa notícia. Considero um luxo acordar sem despertador a tocar. Um banho demorado, uma música baixinho, e o mundo fica arrumado. A minha ideia de requinte é uma casa arranjada e um cheiro bom no ar.
Compro bom pão e bom azeite, e o resto resolve-se. Sou pessoa de hábitos, e isso traz-me alguma serenidade. Não troco estas coisas simples por grandes novidades. A vida é feita destas pequenas coisas que se somam.
- Um café bebido devagar à janela
- Um livro com cheiro a novo
- Um passeio ao fim da tarde
- Um jantar demorado entre amigos
- Lençóis lavados e estendidos ao sol
- Flores compradas sem motivo nenhum
Um ponto de partida
Há prazer em cuidar dos objetos e em manter as coisas por muito tempo. Descobri que o descanso não é preguiça, é manutenção. Nunca subestimo o efeito de um bom jantar entre amigos, sem pressas. A luz certa numa sala transforma completamente o ambiente.
E assim o tempo passa sem que a gente dê por isso. Fazer a barba com calma, ao domingo, é um pequeno ritual que aprecio. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça. Um lençol lavado e estendido ao sol é uma forma silenciosa de felicidade.
| Passeio sem destino | Ao fim da tarde |
|---|---|
| Pequeno luxo | Quando |
| Jantar com amigos | Fim de semana |
| Leitura em silêncio | À noite |
| Café devagar | De manhã |
Aquilo que faz a diferença
As flores do mercado, compradas sem motivo, alegram a casa toda a semana. Aprecio o que é feito à mão, mesmo que não seja perfeito. Não preciso de mais coisas; preciso de mais tempo com as pessoas de quem gosto. Aprecio o que é feito à mão, mesmo que não seja perfeito.
Há uma dignidade tranquila em fazer as coisas bem, mesmo as pequenas. De vez em quando, compro algo apenas belo e inútil, e não me arrependo. Nunca subestimo o efeito de um bom jantar entre amigos, sem pressas. Um banho demorado, uma música baixinho, e o mundo fica arrumado.
Guardo a loiça boa para os dias comuns, que são a maioria. É bom quando conseguimos nomear aquilo que sentimos. Gosto de pôr a mesa com cuidado, mesmo quando estou sozinho. Considero um luxo acordar sem despertador a tocar.
Sem pressas nem pressões
Um café bebido devagar, à janela, pode ser a melhor parte do dia. Aprendi a saborear os intervalos, aqueles minutos em que nada é urgente. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça. Nada disto é complicado, mas tudo isto me importa.
As flores do mercado, compradas sem motivo, alegram a casa toda a semana. Um lençol lavado e estendido ao sol é uma forma silenciosa de felicidade. E, no fundo, é isto que me dá equilíbrio. Fica o convite para experimentar também, sem culpa nenhuma.
Compro bom pão e bom azeite, e o resto resolve-se. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. Fazer a barba com calma, ao domingo, é um pequeno ritual que aprecio. Trocar a pressa por um pouco de vagar é um luxo ao alcance de quase todos.
Mais uma nota
Há uma dignidade tranquila em fazer as coisas bem, mesmo as pequenas. Talvez seja simples, mas é verdadeiro. Gosto de pôr a mesa com cuidado, mesmo quando estou sozinho. A vida não precisa de cenários; precisa de atenção.
Para rematar
Um café bebido devagar, à janela, pode ser a melhor parte do dia. Guardo a loiça boa para os dias comuns, que são a maioria. De vez em quando, compro algo apenas belo e inútil, e não me arrependo. A luz certa numa sala transforma completamente o ambiente.
Fica a sugestão, com toda a sinceridade.



