Quando me pedem para falar deste assunto, percebo logo que tenho mais coisas para dizer do que imaginava. Não trago verdades absolutas, trago apenas o meu olhar e aquilo que fui recolhendo pelo caminho. Assim nasceu este texto sobre «Há círculos que se fecham».
Talento e carácter
Há um ponto em que a técnica se torna linguagem. E levo daqui a lição de que o esforço raramente é em vão. E assim o tempo passa sem que a gente dê por isso. A vida é feita destas pequenas coisas que se somam.
Conheço quem trabalhe com uma exigência que chega a ser incómoda para os outros. Aprendi a admirar sem inveja, porque a admiração também se treina. E é no processo que se faz a pessoa. O reconhecimento chega tarde, mas chega sempre, e quem o recebe sabe o que custou.
À frente de todos
Insisto com quem começa: trabalhe, mostre e não desista ao segundo obstáculo. O talento é um ponto de partida, não é uma linha de chegada. A disciplina é uma forma de respeito por quem nos acompanha. Em cada apresentação há uma entrega que o público sente, mesmo sem explicar.
Aquilo que distingue os grandes é a capacidade de continuar a aprender. O talento impressiona, mas é a persistência que constrói uma carreira. Uma boa técnica sem carácter não vai longe. Sou pessoa de hábitos, e isso traz-me alguma serenidade.
Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça. E, quando isso acontece, qualquer pessoa entende o que está a ser dito. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. Há sempre um detalhe novo que me escapa na primeira vez.
Aquilo que faz a diferença
Fico a pensar no que terá custado a cada um chegar até aqui. Há pessoas que fazem parecer fácil aquilo que lhes levou anos a dominar. Talvez seja simples, mas é verdadeiro. Aquilo que fica não é o aplauso, é o exemplo que se deixa aos mais novos.
Fico grato por ter visto de perto este tipo de entrega. Assisti de perto e percebi que a dedicação não tem atalhos. É bom quando conseguimos nomear aquilo que sentimos. Fala-se muito do brilho e pouco das noites mal dormidas que o antecedem.
Atrás de cada momento brilhante estão milhares de horas de treino discreto. Não me arrependo de nada, e isso já é uma boa notícia. O percurso é quase sempre mais interessante do que o destino. Por isso gosto de falar de quem trabalha com verdade.
- Não esconder o esforço por trás do resultado
- Trabalhar todos os dias, mesmo sem vontade
- Estudar os que vieram antes
- Ensinar o que se aprendeu
- Aceitar a crítica como ferramenta
- Respeitar quem trabalha ao lado
Um olhar mais demorado
Nada disto é complicado, mas tudo isto me importa. É preciso coragem para mostrar o trabalho ao mundo e aceitar o julgamento. Gosto de ver o esforço transformado em resultado, sem saltos nem milagres. Nunca ouvi esta gente queixar-se do preço, e isso diz imenso.
São estas pessoas que tornam o comum mais interessante. Fico com a impressão de que tudo se encaixa quando paramos para pensar. Fico sempre comovido com quem insiste quando ninguém está a ver. Deixo-me ficar, às vezes, apenas a observar.
Prefiro as histórias discretas às grandes narrativas inflacionadas. E, no fim, é disso que se trata. O reconhecimento chega tarde, mas chega sempre, e quem o recebe sabe o que custou. A disciplina é uma forma de respeito por quem nos acompanha.
| Técnica | Perfeição tranquila |
|---|---|
| Aspeto | O que se nota |
| Postura | Serenidade |
| Ritmo | Consistência |
| Relação com o público | Verdade |
A hora do reconhecimento
E é no processo que se faz a pessoa. Aprendi a admirar sem inveja, porque a admiração também se treina. O percurso é quase sempre mais interessante do que o destino. Aquilo que fica não é o aplauso, é o exemplo que se deixa aos mais novos.
Nunca ouvi esta gente queixar-se do preço, e isso diz imenso. Nada disto é complicado, mas tudo isto me importa. E assim o tempo passa sem que a gente dê por isso. Deixo-me ficar, às vezes, apenas a observar.
Há sempre um detalhe novo que me escapa na primeira vez. O talento é um ponto de partida, não é uma linha de chegada. É bom quando conseguimos nomear aquilo que sentimos. Em cada apresentação há uma entrega que o público sente, mesmo sem explicar.
O que trago comigo
E, quando isso acontece, qualquer pessoa entende o que está a ser dito. Sou pessoa de hábitos, e isso traz-me alguma serenidade. Fico a pensar no que terá custado a cada um chegar até aqui. Por isso gosto de falar de quem trabalha com verdade.
Prefiro as histórias discretas às grandes narrativas inflacionadas. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. Insisto com quem começa: trabalhe, mostre e não desista ao segundo obstáculo. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça.
É preciso coragem para mostrar o trabalho ao mundo e aceitar o julgamento. São estas pessoas que tornam o comum mais interessante. Não me arrependo de nada, e isso já é uma boa notícia. Atrás de cada momento brilhante estão milhares de horas de treino discreto.
Mais uma nota
Talvez seja simples, mas é verdadeiro. O talento é um ponto de partida, não é uma linha de chegada. Fico sempre comovido com quem insiste quando ninguém está a ver. Aquilo que fica não é o aplauso, é o exemplo que se deixa aos mais novos.
Para rematar
Gosto de ver o esforço transformado em resultado, sem saltos nem milagres. Por isso gosto de falar de quem trabalha com verdade. Não me arrependo de nada, e isso já é uma boa notícia. E, quando isso acontece, qualquer pessoa entende o que está a ser dito.
E fica o exemplo, que vale mais que qualquer aplauso.



