Fecharam-se as portas do “Monte do Manel”!

Fecharam-se as portas do “Monte do Manel”!

Escrevo estas linhas devagar, como quem folheia um caderno antigo cheio de coisas que valeu a pena guardar. Pode parecer pouco, mas para mim é bastante: é assim que se constrói uma opinião com paciência. Daí este apontamento sobre «Fecharam-se as portas do “Monte do Manel”».

Do lado de dentro

Deixo-me ficar, às vezes, apenas a observar. Nunca subestimo o efeito de um bom jantar entre amigos, sem pressas. Um passeio sem destino, ao fim da tarde, é o meu luxo favorito. Há prazer em cuidar dos objetos e em manter as coisas por muito tempo.

Sou capaz de ficar em silêncio a olhar para um livro só para o cheirar. Um banho demorado, uma música baixinho, e o mundo fica arrumado. De vez em quando, compro algo apenas belo e inútil, e não me arrependo. Um lençol lavado e estendido ao sol é uma forma silenciosa de felicidade.

Sou pessoa de hábitos, e isso traz-me alguma serenidade. Um café bebido devagar, à janela, pode ser a melhor parte do dia. Tenho pequenas manias que me fazem bem e não me sinto mal por isso. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça.

Um detalhe que me marcou

Fazer a barba com calma, ao domingo, é um pequeno ritual que aprecio. Talvez seja simples, mas é verdadeiro. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. Não troco estas coisas simples por grandes novidades.

Aprendi a saborear os intervalos, aqueles minutos em que nada é urgente. Há luxos que não se pagam com dinheiro e que exigem apenas disponibilidade. A minha ideia de requinte é uma casa arranjada e um cheiro bom no ar. A vida é feita destas pequenas coisas que se somam.

Não preciso de mais coisas; preciso de mais tempo com as pessoas de quem gosto. Fica o convite para experimentar também, sem culpa nenhuma. Compro bom pão e bom azeite, e o resto resolve-se. As flores do mercado, compradas sem motivo, alegram a casa toda a semana.

Pequenas cerimónias

Aprecio o que é feito à mão, mesmo que não seja perfeito. E, no fundo, é isto que me dá equilíbrio. Fico com a impressão de que tudo se encaixa quando paramos para pensar. Gosto de sábados sem plano, em que a única tarefa é não ter tarefa nenhuma.

Não me arrependo de nada, e isso já é uma boa notícia. A luz certa numa sala transforma completamente o ambiente. Há uma dignidade tranquila em fazer as coisas bem, mesmo as pequenas. Gosto de pôr a mesa com cuidado, mesmo quando estou sozinho.

A vida não precisa de cenários; precisa de atenção. Descobri que o descanso não é preguiça, é manutenção. E assim o tempo passa sem que a gente dê por isso. Nada disto é complicado, mas tudo isto me importa.

  • Lençóis lavados e estendidos ao sol
  • Um sábado sem relógio
  • Flores compradas sem motivo nenhum
  • Um passeio ao fim da tarde
  • Um café bebido devagar à janela
  • Um jantar demorado entre amigos

O que faço quando preciso de abrandar

Reconheço que tudo isto é pouco, mas é o meu pouco, e chega-me. Considero um luxo acordar sem despertador a tocar. Há sempre um detalhe novo que me escapa na primeira vez. Guardo a loiça boa para os dias comuns, que são a maioria.

É bom quando conseguimos nomear aquilo que sentimos. Trocar a pressa por um pouco de vagar é um luxo ao alcance de quase todos. Nunca subestimo o efeito de um bom jantar entre amigos, sem pressas. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás.

Trocar a pressa por um pouco de vagar é um luxo ao alcance de quase todos. De vez em quando, compro algo apenas belo e inútil, e não me arrependo. E assim o tempo passa sem que a gente dê por isso. Talvez seja simples, mas é verdadeiro.

Passeio sem destinoAo fim da tarde
Leitura em silêncioÀ noite
Café devagarDe manhã
Jantar com amigosFim de semana
Pequeno luxoQuando

Luxos que não custam caro

Há uma dignidade tranquila em fazer as coisas bem, mesmo as pequenas. Sou capaz de ficar em silêncio a olhar para um livro só para o cheirar. A minha ideia de requinte é uma casa arranjada e um cheiro bom no ar. Um passeio sem destino, ao fim da tarde, é o meu luxo favorito.

Descobri que o descanso não é preguiça, é manutenção. Fica o convite para experimentar também, sem culpa nenhuma. Não me arrependo de nada, e isso já é uma boa notícia. Tenho pequenas manias que me fazem bem e não me sinto mal por isso.

Um banho demorado, uma música baixinho, e o mundo fica arrumado. Gosto de pôr a mesa com cuidado, mesmo quando estou sozinho. As flores do mercado, compradas sem motivo, alegram a casa toda a semana. Deixo-me ficar, às vezes, apenas a observar.

Entre o dito e o sentido

Sou pessoa de hábitos, e isso traz-me alguma serenidade. Um lençol lavado e estendido ao sol é uma forma silenciosa de felicidade. Não preciso de mais coisas; preciso de mais tempo com as pessoas de quem gosto. A vida não precisa de cenários; precisa de atenção.

A vida é feita destas pequenas coisas que se somam. A luz certa numa sala transforma completamente o ambiente. Gosto de sábados sem plano, em que a única tarefa é não ter tarefa nenhuma. Aprendi a saborear os intervalos, aqueles minutos em que nada é urgente.

Reconheço que tudo isto é pouco, mas é o meu pouco, e chega-me. Há prazer em cuidar dos objetos e em manter as coisas por muito tempo. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça. Não troco estas coisas simples por grandes novidades.

Fica a sugestão, com toda a sinceridade.