Esse (meu) alfaiate!

Esse (meu) alfaiate!

Há assuntos que me acompanham há muito tempo e que merecem ser contados com calma, sem pressas e sem ruído. É um daqueles casos em que a memória faz o seu trabalho e devolve imagens que pensávamos perdidas. Daí este apontamento sobre «Esse (meu) alfaiate».

Um detalhe que me marcou

Conheço quem trabalhe com uma exigência que chega a ser incómoda para os outros. E assim o tempo passa sem que a gente dê por isso. Gosto de ver o esforço transformado em resultado, sem saltos nem milagres. O talento impressiona, mas é a persistência que constrói uma carreira.

Prefiro as histórias discretas às grandes narrativas inflacionadas. E, quando isso acontece, qualquer pessoa entende o que está a ser dito. A vida é feita destas pequenas coisas que se somam. Sou pessoa de hábitos, e isso traz-me alguma serenidade.

Não me arrependo de nada, e isso já é uma boa notícia. Aquilo que distingue os grandes é a capacidade de continuar a aprender. O reconhecimento chega tarde, mas chega sempre, e quem o recebe sabe o que custou. O talento é um ponto de partida, não é uma linha de chegada.

Coisas que aprendi

É bom quando conseguimos nomear aquilo que sentimos. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça. Por isso gosto de falar de quem trabalha com verdade. Assisti de perto e percebi que a dedicação não tem atalhos.

Fico a pensar no que terá custado a cada um chegar até aqui. São estas pessoas que tornam o comum mais interessante. Fico grato por ter visto de perto este tipo de entrega. A disciplina é uma forma de respeito por quem nos acompanha.

É preciso coragem para mostrar o trabalho ao mundo e aceitar o julgamento. E, no fim, é disso que se trata. E é no processo que se faz a pessoa. Há sempre um detalhe novo que me escapa na primeira vez.

Por outras palavras

Fala-se muito do brilho e pouco das noites mal dormidas que o antecedem. Há pessoas que fazem parecer fácil aquilo que lhes levou anos a dominar. Aquilo que fica não é o aplauso, é o exemplo que se deixa aos mais novos. Aprendi a admirar sem inveja, porque a admiração também se treina.

Atrás de cada momento brilhante estão milhares de horas de treino discreto. Fico com a impressão de que tudo se encaixa quando paramos para pensar. Talvez seja simples, mas é verdadeiro. Uma boa técnica sem carácter não vai longe.

Em cada apresentação há uma entrega que o público sente, mesmo sem explicar. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. E levo daqui a lição de que o esforço raramente é em vão. Nunca ouvi esta gente queixar-se do preço, e isso diz imenso.

  • Estudar os que vieram antes
  • Aceitar a crítica como ferramenta
  • Trabalhar todos os dias, mesmo sem vontade
  • Ensinar o que se aprendeu
  • Respeitar quem trabalha ao lado
  • Manter a humildade quando o elogio chega

Entre o dito e o sentido

O percurso é quase sempre mais interessante do que o destino. Insisto com quem começa: trabalhe, mostre e não desista ao segundo obstáculo. Há um ponto em que a técnica se torna linguagem. Nada disto é complicado, mas tudo isto me importa.

Fico sempre comovido com quem insiste quando ninguém está a ver. Deixo-me ficar, às vezes, apenas a observar. Aquilo que fica não é o aplauso, é o exemplo que se deixa aos mais novos. São estas pessoas que tornam o comum mais interessante.

O reconhecimento chega tarde, mas chega sempre, e quem o recebe sabe o que custou. Talvez seja simples, mas é verdadeiro. Há um ponto em que a técnica se torna linguagem. Em cada apresentação há uma entrega que o público sente, mesmo sem explicar.

RitmoConsistência
Relação com o públicoVerdade
TécnicaPerfeição tranquila
AspetoO que se nota
PosturaSerenidade

Olhando para trás

Sou pessoa de hábitos, e isso traz-me alguma serenidade. Fala-se muito do brilho e pouco das noites mal dormidas que o antecedem. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. Fico sempre comovido com quem insiste quando ninguém está a ver.

Uma boa técnica sem carácter não vai longe. E assim o tempo passa sem que a gente dê por isso. Conheço quem trabalhe com uma exigência que chega a ser incómoda para os outros. E, quando isso acontece, qualquer pessoa entende o que está a ser dito.

Nunca ouvi esta gente queixar-se do preço, e isso diz imenso. Fico grato por ter visto de perto este tipo de entrega. Por isso gosto de falar de quem trabalha com verdade. E, no fim, é disso que se trata.

O dom que se nota

É preciso coragem para mostrar o trabalho ao mundo e aceitar o julgamento. Fico com a impressão de que tudo se encaixa quando paramos para pensar. A disciplina é uma forma de respeito por quem nos acompanha. E é no processo que se faz a pessoa.

Aquilo que distingue os grandes é a capacidade de continuar a aprender. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça. Há sempre um detalhe novo que me escapa na primeira vez. Fico a pensar no que terá custado a cada um chegar até aqui.

Mais uma nota

Em cada apresentação há uma entrega que o público sente, mesmo sem explicar. São estas pessoas que tornam o comum mais interessante. E é no processo que se faz a pessoa. Fico a pensar no que terá custado a cada um chegar até aqui.

Para rematar

Atrás de cada momento brilhante estão milhares de horas de treino discreto. Assisti de perto e percebi que a dedicação não tem atalhos. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça. Fico com a impressão de que tudo se encaixa quando paramos para pensar.

É bom saber que ainda se trabalha assim.