Às portas de Santo Antão – Um sábado em cheio!

Às portas de Santo Antão – Um sábado em cheio!

Há dias em que a única coisa que apetece é sentar-me e pôr por escrito o que ando a sentir. Ao longo dos anos fui aprendendo a dar valor ao que é simples e honesto. Daí este apontamento sobre «Às portas de Santo Antão – Um sábado em cheio».

Um olhar mais demorado

Tenho pequenas manias que me fazem bem e não me sinto mal por isso. As flores do mercado, compradas sem motivo, alegram a casa toda a semana. Fica o convite para experimentar também, sem culpa nenhuma. Aprecio o que é feito à mão, mesmo que não seja perfeito.

É bom quando conseguimos nomear aquilo que sentimos. A luz certa numa sala transforma completamente o ambiente. Nunca subestimo o efeito de um bom jantar entre amigos, sem pressas. E assim o tempo passa sem que a gente dê por isso.

Entre o dito e o sentido

Fico com a impressão de que tudo se encaixa quando paramos para pensar. A vida não precisa de cenários; precisa de atenção. Há prazer em cuidar dos objetos e em manter as coisas por muito tempo. Um passeio sem destino, ao fim da tarde, é o meu luxo favorito.

Não me arrependo de nada, e isso já é uma boa notícia. Guardo a loiça boa para os dias comuns, que são a maioria. A vida é feita destas pequenas coisas que se somam. Trocar a pressa por um pouco de vagar é um luxo ao alcance de quase todos.

Sem pressas nem pressões

Um café bebido devagar, à janela, pode ser a melhor parte do dia. Talvez seja simples, mas é verdadeiro. Fazer a barba com calma, ao domingo, é um pequeno ritual que aprecio. Nada disto é complicado, mas tudo isto me importa.

Há uma dignidade tranquila em fazer as coisas bem, mesmo as pequenas. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça. Um lençol lavado e estendido ao sol é uma forma silenciosa de felicidade. A minha ideia de requinte é uma casa arranjada e um cheiro bom no ar.

  • Um sábado sem relógio
  • Um livro com cheiro a novo
  • Flores compradas sem motivo nenhum
  • Um passeio ao fim da tarde
  • Lençóis lavados e estendidos ao sol
  • Um café bebido devagar à janela

O que faço quando preciso de abrandar

Gosto de sábados sem plano, em que a única tarefa é não ter tarefa nenhuma. Não troco estas coisas simples por grandes novidades. De vez em quando, compro algo apenas belo e inútil, e não me arrependo. E, no fundo, é isto que me dá equilíbrio.

Há sempre um detalhe novo que me escapa na primeira vez. Considero um luxo acordar sem despertador a tocar. Deixo-me ficar, às vezes, apenas a observar. Há luxos que não se pagam com dinheiro e que exigem apenas disponibilidade.

Sou capaz de ficar em silêncio a olhar para um livro só para o cheirar. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. Reconheço que tudo isto é pouco, mas é o meu pouco, e chega-me. Sou pessoa de hábitos, e isso traz-me alguma serenidade.

Pequeno luxoQuando
Jantar com amigosFim de semana
Leitura em silêncioÀ noite
Café devagarDe manhã
Passeio sem destinoAo fim da tarde

Como me mimo a mim mesmo

Não preciso de mais coisas; preciso de mais tempo com as pessoas de quem gosto. Compro bom pão e bom azeite, e o resto resolve-se. Descobri que o descanso não é preguiça, é manutenção. Aprendi a saborear os intervalos, aqueles minutos em que nada é urgente.

Gosto de pôr a mesa com cuidado, mesmo quando estou sozinho. Um banho demorado, uma música baixinho, e o mundo fica arrumado. Trocar a pressa por um pouco de vagar é um luxo ao alcance de quase todos. Gosto de pôr a mesa com cuidado, mesmo quando estou sozinho.

Descobri que o descanso não é preguiça, é manutenção. Não me arrependo de nada, e isso já é uma boa notícia. Um lençol lavado e estendido ao sol é uma forma silenciosa de felicidade. Um passeio sem destino, ao fim da tarde, é o meu luxo favorito.

Pequenas cerimónias

Nada disto é complicado, mas tudo isto me importa. Há luxos que não se pagam com dinheiro e que exigem apenas disponibilidade. A vida é feita destas pequenas coisas que se somam. Não preciso de mais coisas; preciso de mais tempo com as pessoas de quem gosto.

As flores do mercado, compradas sem motivo, alegram a casa toda a semana. Não troco estas coisas simples por grandes novidades. Fazer a barba com calma, ao domingo, é um pequeno ritual que aprecio. Tenho pequenas manias que me fazem bem e não me sinto mal por isso.

Fica o convite para experimentar também, sem culpa nenhuma. Deixo-me ficar, às vezes, apenas a observar. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. A luz certa numa sala transforma completamente o ambiente.

Mais uma nota

Compro bom pão e bom azeite, e o resto resolve-se. Um lençol lavado e estendido ao sol é uma forma silenciosa de felicidade. Não me arrependo de nada, e isso já é uma boa notícia. A vida é feita destas pequenas coisas que se somam.

Para rematar

E assim o tempo passa sem que a gente dê por isso. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça. Tenho pequenas manias que me fazem bem e não me sinto mal por isso. Nada disto é complicado, mas tudo isto me importa.

Mais uma nota

Há luxos que não se pagam com dinheiro e que exigem apenas disponibilidade. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça. Não troco estas coisas simples por grandes novidades. Não me arrependo de nada, e isso já é uma boa notícia.

Para rematar

Nunca subestimo o efeito de um bom jantar entre amigos, sem pressas. Trocar a pressa por um pouco de vagar é um luxo ao alcance de quase todos. É bom quando conseguimos nomear aquilo que sentimos. Não preciso de mais coisas; preciso de mais tempo com as pessoas de quem gosto.

Fica a sugestão, com toda a sinceridade.