Há dias em que a única coisa que apetece é sentar-me e pôr por escrito o que ando a sentir. Faz parte daqueles temas sobre os quais volto sempre, mesmo quando julgo que já disse tudo. Fica então esta conversa sobre «A bufa do Salvador», para ser lida com a leveza com que foi escrita.
O outro lado da questão
Há sempre um detalhe novo que me escapa na primeira vez. É bom quando conseguimos nomear aquilo que sentimos. Escrevo isto sem raiva, apenas com a vontade de arrumar as ideias. É fácil apontar o dedo, mais difícil é olhar para dentro e admitir as nossas próprias contradições.
Vejo demasiada gente a repetir o que ouviu sem nunca o ter questionado. Reconheço que sou exigente, mas exijo primeiro de mim. Nada disto é complicado, mas tudo isto me importa. Se cada um fizesse a sua parte com rigor, muita coisa seria mais simples.
Fica a promessa
Acho que perdemos o hábito de discutir ideias sem levar tudo para o lado pessoal. O bom senso não é uma moda passageira, é uma ferramenta de trabalho. Fico com a impressão de que tudo se encaixa quando paramos para pensar. O que peço é apenas um pouco mais de lucidez e de paciência.
Não tenho procuração de ninguém, falo apenas por mim e pelo que vou observando no dia a dia. Prefiro o silêncio à frase de circunstância que não significa nada. Gosto de ouvir quem pensa diferente, porque é aí que aprendo mais. Vale a pena guardar estas coisas num canto da cabeça.
A minha experiência diz-me que as soluções raramente são simples. Talvez esteja enganado, e não tenho problema em admiti-lo. Da minha parte, fica o compromisso de continuar a pensar com a minha própria cabeça. Tenho mudado de opinião algumas vezes, e considero isso sinal de que estou acordado.
Um olhar mais demorado
O que me preocupa é a pressa com que se julga antes de se conhecer os factos. Defendo que se pode discordar com firmeza e ainda assim manter o respeito. As opiniões formam-se devagar, com leituras, conversas e alguns erros pelo caminho. E assim o tempo passa sem que a gente dê por isso.
Acredito mais em exemplos concretos do que em grandes declarações. Não me interessa ganhar discussões; interessa-me entender melhor as coisas. Insisto na ideia de que o essencial é tratar bem as pessoas, dentro e fora das instituições. E, no fim, o que conta é a coerência entre o que dizemos e o que fazemos.
- Ouvir antes de responder
- Respeitar quem pensa de outra forma
- Argumentar com exemplos concretos
- Evitar o julgamento apressado
- Ter coerência entre as palavras e os atos
- Assumir quando se está errado
Coisas que aprendi
Não é uma questão de esquerda ou de direita, é uma questão de bom senso. A liberdade de dizer o que se pensa implica também a responsabilidade de o saber dizer. Sou pessoa de hábitos, e isso traz-me alguma serenidade. Talvez seja simples, mas é verdadeiro.
Não me arrependo de nada, e isso já é uma boa notícia. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. Aprendi a desconfiar das certezas absolutas e dos discursos demasiado perfeitos. A vida é feita destas pequenas coisas que se somam.
Fico incomodado com a indiferença, que é talvez o pior dos sentimentos coletivos. Ninguém é dono da verdade, e quem diz que é merece, no mínimo, alguma desconfiança. Deixo-me ficar, às vezes, apenas a observar. Há temas que exigem mais do que uma frase feita partilhada nas redes sociais.
| Rapidez | Prefiro a reflexão |
|---|---|
| Promessas | Prefiro resultados |
| Aspeto | A minha posição |
| Aparência | Prefiro a substância |
| Confronto | Prefiro o diálogo |
Um detalhe que me marcou
Há uma diferença entre ter razão e ser razoável, e nem sempre andam juntas. Prefiro o argumento simples e honesto à retórica complicada que só serve para impressionar. A minha experiência diz-me que as soluções raramente são simples. Insisto na ideia de que o essencial é tratar bem as pessoas, dentro e fora das instituições.
Talvez seja simples, mas é verdadeiro. Da minha parte, fica o compromisso de continuar a pensar com a minha própria cabeça. Prefiro o silêncio à frase de circunstância que não significa nada. Ninguém é dono da verdade, e quem diz que é merece, no mínimo, alguma desconfiança.
As opiniões formam-se devagar, com leituras, conversas e alguns erros pelo caminho. Vejo demasiada gente a repetir o que ouviu sem nunca o ter questionado. Sou pessoa de hábitos, e isso traz-me alguma serenidade. Acredito mais em exemplos concretos do que em grandes declarações.
Para terminar o raciocínio
É bom quando conseguimos nomear aquilo que sentimos. Há uma diferença entre ter razão e ser razoável, e nem sempre andam juntas. Talvez esteja enganado, e não tenho problema em admiti-lo. É fácil apontar o dedo, mais difícil é olhar para dentro e admitir as nossas próprias contradições.
Defendo que se pode discordar com firmeza e ainda assim manter o respeito. Escrevo isto sem raiva, apenas com a vontade de arrumar as ideias. Gosto de ouvir quem pensa diferente, porque é aí que aprendo mais. Há sempre um detalhe novo que me escapa na primeira vez.
A liberdade de dizer o que se pensa implica também a responsabilidade de o saber dizer. E, no fim, o que conta é a coerência entre o que dizemos e o que fazemos. Prefiro olhar para a frente sem esquecer o que ficou para trás. Prefiro o argumento simples e honesto à retórica complicada que só serve para impressionar.
Fica a minha opinião, que é apenas isso: uma opinião.



