Vestes da liturgia

Dei com esta exposição por mero acaso se bem que andasse em Cascais pelo bairro dos Museus, em trabalho para o “Você na Tv”. E se não estava nos meus planos ali parar passou a estar, concluídas as gravações anteriormente agendadas. É que gosto de paramentos, sempre gostei, como elemento essencial da estética da liturgia. Estes resultam do espírito coleccionador do antiquário Duarte Pinto Coelho, falecido em 2010. Colecionou barros malaguenhos, vidros da China, porcelanas asiáticas, esculturas, louças das Caldas e têxteis entre tantas outras obras de Arte. E é na área dos têxteis que vamos encontrar dezenas de peças de vestuário eclesiástico, entre alvas, casulas, estolas, manípulos, dalmáticas, golas e pluviais.

Que regalo para o olhar: o desenho, o detalhe, a renda, o bordado. Homenageiam-se assim artesãos anónimos, de séculos vários, mãos terrenas inspiradas pelo Alto, que talham e bordam como quem ama e ora.

Não deixe de entrar, se andar por ali, que a Casa Duarte Pinto Coelho, antiga casa dos guardas do Palácio dos Condes Castro Guimarães, está aberta entre terça e sexta, das 14.00 às 18.00 horas, sábados e domingos também das 10.00 às 13.00, até 6 de Janeiro, dia de Reis, e aprecie tais vestes com os olhos da alma.

Pluvial (Espanha/finais do século.XVI)
Capa usada sobre os ombros pelo celebrantes nos actos litúrgicos solenes estranhos à Eucaristia, como a aspersão de água benta, procissões, baptismos, responsos …

Casula (França/século XVIII)
Peça liturgicamente muito importante, usada sobre a alva e a estola.

Casula (França/século XVIII)

Dalmática (Espanha/século XVIII)
Veste exterior usada pelos diáconos.

Casula (século XVIII) e Dalmática (século XVIII)

Casula (Espanha/finais do século XVI)

Casa Duarte Pinto Coelho
Av. Rei Humberto II de Itália
Cascais