
Sim, apetece fazer nada e estar apenas comigo, o que nem sempre é pacífico. Pouso o olhar no imenso verde e junto a uma abadia, do século XII, protejo-me de todos os males. Fico-me por este sul que não é nosso, como que em clausura, entre leituras e reflexões, trazendo da memória cheiros, como o da lavanda, e afectos, tantos os que aqui são atiçados.
Gosto de coleccionar lembranças como se fossem objectos de antiquário.
Não tarda vai-se a luz e eu morro, para renascer só mais adiante, em chegando o novo sol.



