Um lugar quase secreto

casas1 casas1_b

Parece Itália (já fiquei em sítios bem parecidos no Lago Garda) mas não é! É um recanto do nosso Douro e foi aqui que fiquei, entre serras e rio, para uns dias de inocente remanso. As Casas do Pousadouro, quatro e não mais, mantêm a arquitectura tradicional mas oferecem no seu interior todo um conforto moderno, cuidado nos mais pequenos detalhes. Também aqui há uma dona Antónia e sua filha Adelaide, a bem dizer as governantas, atentas a todos os nossos desejos.

São elas que todas as manhãs, mal abramos as cortinas, que é esse o sinal de termos acordado, nos trazem o primeiro sorriso, com o sumo feito das laranjas do jardim, o pão a estalar de quentura e outros mimos. O mais não há horas: é o rumor das águas, de quando em vez um comboio rasgando o vale, e o olor das laranjeiras. O tempo escorre dolente neste lugar quase secreto. Os livros da casa convidam-nos a entrar nos caminhos de Jacinto, afinal Tormes é a dois passos, ou na rota do românico, prova de que os tempos medievos não foram só de sombras. É ali, às portas do vale de todos os deslumbramentos, que me encontro e me apaziguo. As palavras já não doem, posso seguir viagem.

casas2 casas3 casas4 casas5 casas6 casas7 casas8 casas9 casas10 casas11 casas12 casas13 casas14

www.casasdepousadouro.com
(Parabéns à Isabel Machado e ao seu marido pelo bom gosto com que cuidaram deste pedaço duriense)