Tu cá, tu lá com Ana Afonso

«Antes de mais quero que fique bem claro que, em momento algum acho que tudo o que aqui irei relatar o ML tenha qualquer participação, a não ser a de ser um funcionário a cumprir o seu papel, para o qual é pago.
É com algum desalento que venho aqui deixar o meu comentário. Após o que se passou o ano passado, achei que estava a lidar com gente, honesta e correta, incapaz de utilizar o outro a seu belo prazer.
Que o que ganhei foi por mérito e não por fazer parte de uma lista que alguém compôs.
Qual não é o meu espanto, quando decido este ano concorrer por vontade própria, sim o ano anterior foram as filhas que quiseram que tal acontecesse, vejo que no primeiro minuto que chego ao meu lugar tudo não passava de uma encenação, que todos os papéis já tinham sido atribuídos, quer os principais quer os dos figurantes.
Digo-lhe que me custou muito admitir que tal se estava a passar. A minha primeira reação foi pegar no tlm e comunicar com a família e dizer-lhes que me queria ir embora, mas a minha teimosia foi mais forte, e resisti e fiquei ate ao fim para comprovar tudo que se estava a passar.
Lamentável, será a palavra a utilizar;

Desde as más condições em que estivemos durante horas a fio ( mas os sonhos obriga-nos a ter que passar por cima de certos obstáculos )
A insultar a nossa inteligência (achavam mesmo que nós estaríamos tão alienados que tudo nos iria passar ao lado, quando tudo foi feito nas nossas barbas)
Brincar com os sentimentos (sim quer os nossos, quer os dos que nos estavam a acompanhar. quer os que estavam a quilómetros de distancia de nós, sim temos família que nos quer bem e que nem queria acreditar que tal se passou, a minha mãe desatou num choro, não é justo)
Levar a crer que todo o investimento quer emocional quer o financeiro de alguma forma sairia compensado (houve quem pedisse dinheiro emprestado para ali estar, quem não dormisse pois era de longe e esteve a trabalhar ate as 02:00 e foi direto para o Jamor fazendo centenas de quilómetros para estar a horas, correndo o risco de adormecer e ter um acidente. Haverá historias para todos os gostos como é evidente, num universo de 400 pessoas)
Não teria sido mais fácil para todos se toda esta história fosse clara, cada um de nós soubesse de antemão o papel a desempenhar nesse dia. E termos o livre arbítrio de decidir.
Por mim foi como descobrir que o Pai Natal não existe. E cada vez mais desacreditar no ser humano, confio cada vez mais nos meus animais, já mais serão capazes de me desiludir tanto.
Obrigado pelo tempo que disponibilizou a ler estas linhas.
Um beijo no seu coração.»

Cara Ana,
Não sou funcionário da TVI nem de outra empresa que não seja a minha.
Orgulho-me de fazer parte do programa MasterChef enquanto um grande programa de televisão.
Como jurado comecei a avaliar depois do mega-casting na cozinha de preparação, com 50 seleccionados, como aliás mandam as regras do programa. E lhe garanto que, a partir de então, somos responsáveis pelas avaliações. O júri não avalia no mega-casting, esse é um trabalho do grupo de chefs assistentes, complementando a avaliação que a produção fez nos castings anteriores, também conforme o regulamento e através das entrevistas.
Tenho o maior respeito por todos e se se lembra no mega-casting fiz questão de agradecer a todos os que participaram.
Desejo-lhe o melhor da Vida.
MLG