
… Pois que venha então o segundo dos santos do povo, para se saltar a fogueira, queimar a alcachofra, fazer pingar a bela da sardinha no pão e assim por uma noite, que seja, esquecer agruras.

E lá vamos de arquinho e balão nas alturas, alho-porro ou martelinho, na mão, para dar nos cocurutos, que a noite há-de ser longa, a maior de todas. Para acabar na praia, quem sabe, a receber as orvalhadas, que em noite de sortilégios e prodígios até as águas são bentas.
“Orvalhadas, orvalhadas, orvalhadas
E viva o rancho das mulheres casadas
Orvalheiras, orvalheiras, orvalheiras
E viva o rancho das mulheres solteiras
Orvalhudas, orvalhudas, orvalhudas
E viva o rancho das mulheres viúvas”
Bom São João!


