Há alguns anos que tento ir todos os Verões a Verona, por causa do festival de Ópera que decorre na sua Arena. São noites magnificas, as que ali se vivem entre milhares de melómanos, ou curiosos, e sobre isto hei-de, em breve, alinhar algumas palavras, já que não tarda a sua centésima edição e há muito que tenho bilhete para uma das galas.
Numa dessas idas, estava eu numa esplanada da Piazza delle Erbe (sou dos que se esquecem das horas mirando quem passa) quando um septuagenário médico local, curioso de saber qual a minha nacionalidade, talvez pela exuberância do meu falar, acabou às tantas por me sugerir a Punta de San Vigilio, para uns últimos dias de férias. Dizia-me que o sítio era único, de beleza e quietude, digno de ficar registado nas fotos e na memória. E tinha razão, sim senhor, se bem que eu tivesse levado um ano para o saber, já que aquelas “vacanças” estavam a dar as últimas.

A uma hora da cidade que dizem de Romeu e Julieta, e para o caso tanto me faz, já que o burgo é muito mais do que isso, encontramos realmente a Punta de San Vigilio em pleno Largo Garda, o maior de Itália e um mais belos do Mundo. O local é inspirador pelo seu hotel familiar, com sete quartos e outras tantas suites, morada de uma família cheia de pergaminhos (não estranhe por isso se encontrar a senhora condessa ao pequeno-almoço), e pelo enquadramento paisagístico de cortar a respiração. Muitos famosos se apaixonaram pelo local, ali aportando para pernoitar (Napoleão, czar Alexandre II, Churchill, Juan Carlos de Espanha…) outros, casadinhos de fresco, continuam fazendo do cenário o palco ideal para juras de amor e fidelidade, enquanto posam para mais tarde recordar.
www.locanda-sanvigilio.it






