Pela Mulher

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Pus salto alto pela real igualdade das mulheres no acesso aos cargos de decisão e poder. Pela sua independência económica, a começar pelo salário que deve ser igual ao dos homens, seja qual for a função. Pelo respeito às suas diferenças, que são elas que nos acrescentam.
Pus salto alto pelas mulheres mortas às mãos dos seus companheiros e maridos: quarenta e três no ano passado, sete já este ano, que ainda agora começou. Pus salto alto pelas centenas de mulheres que, diariamente, são moídas de pancada, porque há homúnculos que só sabem lidar com os seus tormentos através da bestialidade. E fazem-no abusadamente em nome do amor, como se este não fosse o melhor que temos a propor mas sim o pior.
Pus salto alto pelas mulheres, celebrando-as, e assim sou tão mais homem.

Orgulhosamente sou um dos “100 homens sem preconceitos” que, aceitando o convite da revista Máxima, calçaram os sapatos de salto alto, desenhados por Luís Onofre, pela igualdade. O resultado do desafio está agora em exposição, e até dia 2 de Abril, das 10 às 18 horas, no Centro Cultural de Belém, com entrada livre. E continuará em livro, cujas receitas da venda reverterão a favor da Associação Laço. Pela Mulher.