
Paulo Caetano
nome de rua
Já sei o que alguns vão dizer (e eu pouco ligando) quando virem que proso sobre Paulo Caetano, agora que foi homenageado pela Câmara de Monforte com sessão solene, exposição sobre os seus trinta e cinco anos de cavaleiro e nome de rua. Fiz questão de estar presente naquele chão alentejano que há muito é seu e que também desejo como meu, por ser aficionado do homem que ama e respeita os cavalos como parte do seu corpo, que encontra na espiritualidade um guia, que é grato aos céus, por neles acreditar, e aos seus por neles encontrar sossego para a sua inquietação. Foi tempo de abrir abraços para um homem distinto, de fina elegância e trato, com quem mantenho, à mesa do afecto, longas conversas sobre a arte equestre que tanto me fascina e outras coisas da Vida, esta que temos como privilégio e que procuramos honrar. Gratidão foi o que se sentiu nas suas palavras de júbilo pelas honrarias com que, Gonçalo Lagem, jovem e empenhado presidente da autarquia e respectiva vereação, o festejaram. Gratidão pelos amigos de sempre, pelos companheiros de arena, pela família, onde pontifica a seu lado, sempre a seu lado, Dita, sua mulher (que me desculpe o pároco de Monforte por discordar do relho conceito que fez questão de lembrar no seu discurso de ocasião, de olhos postos no alto, ao dizer que “atrás de um grande homem está sempre uma grande mulher”). É ao lado que se quer quem faz par. Pelos filhos, nascidos do amor e do desejo. Gratidão pelo Alentejo, essa imensa terra feiticeira que o acolheu e o celebra. É ele quem o diz: “gostaria de ser recordado não por aquilo que fui, por aquilo que fiz, mas por aquilo que senti nestes campos, nestas cores, nestes cheiros, sem os quais não sei ser feliz”.
Naquele dia fazia todo sentido que eu ali estivesse, comungando da sua alegria, já que a verdadeira amizade é à prova de qualquer diferença ou divergência. Parabéns Maestro.

Fotos retiradas do sítio da Câmara Municipal de Monforte
www.cm-monforte.pt


