
Subi aos cimos para encher os olhos de verde e água. O rio hoje tranquilo, depois que as barragens lhe domaram o ímpeto, fica para sempre na memória de quem o vê. Aqui a natureza excede-se, como diria Torga em São Leonardo da Galafura, mas também o homem teve a ver, ao dar chão onde antes era pedra.
De um lado e do outro despenham-se os socalcos até às margens, que nem altares, onde as cepas são cuidadas com desvelo de beata. Delas há-de nascer o vinho de todos os prodígios, louvor da Vida.




