Conheço o João Egídio há um ror de tempo, não consigo é precisar quanto. Sei é que João Carlos Abreu era, e seria ainda por muitos anos, o apaixonado secretário de Estado do Turismo da Madeira quando mo apresentou, no decorrer de uma ida à ilha encantada.
Logo percebi estar perante um artista. O João tem uma sensibilidade única para trabalhar a flor, usando toda a imensa variedade que só a sua ilha exibe. Jogando com volumes e cores, transforma os carros da Festa da Flor, um dos cartazes mais apelativos de quantos anualmente a Madeira tem para oferecer, em verdadeiros quadros vivos em que a beleza estonteia. No Natal, outra das festas madeirenses cheia de particularidades, como as Missas do Parto, são da sua autoria os grandes arranjos que alindam a avenida central do Funchal e em particular a grande cena da Natividade, sempre um primor de criatividade e onde, uma vez mais, a flor triunfa em todo o seu esplendor.
Tudo quanto possa aqui escrever é acanhado perante as fotos tiradas do seu livro, agora lançado, representativas do labor e engenho de um homem que, dada a sua sensibilidade, cedo conheceu o escárnio de muitos que um dia não terão direito sequer a uma mera nota de rodapé.

















