
Conheço-o há pelo menos vinte anos, tantos os que leva como criador de moda, conversámos várias vezes, em programas televisivos, sobre esta sua paixão que começa no gosto pela pintura, passa por muito estudo e formação para se materializar em centenas de inspiradas criações. Por isso gostei de saber que, uma vez a viver e a trabalhar em Paris, há já algum tempo, regressava agora a Lisboa para inaugurar, a convite do Museu do Traje, uma exposição retrospectiva do seu percurso com alguns dos trabalhos de maior impacto visual e artístico, na altura gabados, estranhados ou criticados.











Reconheci este vestido à primeira olhada. A Cristina usou-o numa produção há já alguns anos:

“Quero sentir o meu marido sobre a minha pele” – foi assim, se bem que em francês, que uma cliente se lhe dirigiu com uma camisa do marido, para que com esta fizesse algo, completando assim um conjunto com a saia que o Paulo, anteriormente, havia criado e ela (cliente) comprado:



Tal como numa clássica passagem de modelos de alta costura também a exposição termina não com um mas com quatro vestidos de noiva. Apresento-lhes dois, um num triunfo de flores, usado em passarela pela Rita Pereira e um outro improvável, pelo uso da ganga, desfilado pela Bibá Pitta.


Até final do ano a exposição dos vestidos, sabrinas e esboços de Paulo Azenha é mais um motivo para que vá até ao Museu do Traje. Não faça como eu que levei quarenta anos para o conhecer. Mas também já me desforrei, que esta é a segunda ida num espaço de pouco mais de um mês. E como não há duas sem três, a sua dedicada e entusiasta directora já me prometeu uma empolgante descida à cave onde se conserva um acervo de mais de trinta mil peças.
A reportagem da exposição é para ver em breve no Você na TV.
Museu do Traje
Largo Júlio Castilho, 1
Lisboa
(Actualização a 19 de Outubro de 2017)
Veja aqui o vídeo:


