1 de Janeiro
Algumas paparocas (ainda) em Nova Iorque
“Quem gostar das minhas sanduíches vai adorar Portugal”
Quem o diz é Michael Guerrieri, italiano de Nápoles, americano de adopção, e há muito que tomado de amores por Lisboa, a ponto de aí ter criado com enorme sucesso o restaurante “Mezaluna”. E tem razão, sim senhor, que a côdea das baguetes esconde sabores bem nossos, como o da alheira, o da farinheira… em alegre concubinato com outros das suas pátrias. O resultado é surpreendentemente apetitoso, pelo que os cá já se renderam. Só em entregas de sanduíches ao domicílio, Michael já factura cerca de 60.000 dólares ao mês, fora o que se vende no boteco ali, na 9ª avenida, a dois passos de Times Square.

www.citysandwichnyc.com
Filho de portugueses, foi a um poema, por um dos avós em 1977, buscar o baptismo do seu restaurante. E alargou o conceito a uma identidade ibérica, talvez por não haver, por estas paragens, um grande conhecimento ou mesmo curiosidade na cozinha portuguesa. George Mendes oficia, diariamente, numa cozinha aberta aos olhares mais gulosos, procurando recriar sabores e texturas de Portugal e Espanha e fá-lo com a desenvoltura e talento que lhe valeram já uma estrela Michelin.Gostei!
sardinhas marinadas com sementes de quinoa
arroz de pato com molho de laranja
Arroz doce com gelado de abóbora
www.aldearestaurant.com
“Le Bernardin não é apenas um restaurante. É mais do que isso, porque a sua cozinha é feita de memórias, sentimentos e emoções”.
Assim se expressa o chef Eric Ripert acerca do restaurante de que é sócio. E este é apenas o melhor restaurante de peixe de Nova Iorque, instalado na cidade desde 1986. E celebrado com três estrelas Michelin. Também pudera, o serviço é todo ele delicado e profissional, o ambiente de discreto bom gosto e a cozinha é das mais inspiradas que alguma vez saboreei a partir da excelência de tudo quanto o mar dá. Delirei!
tártaro de atum
lombo de robalo com pimento de pimentos
parfait de chocolate com gelado
www.le-bernardin.com
Fim de festa. Desta festa… que muitas outras estão para vir, sendo que a maior de todas é a própria Vida. E que ninguém se atreva a estragar-ma!


