O mundo do Cisne

Confesso que nada sabia da Swarovski, para além do facto de produzir adornos luzentes em cristal de rocha (por acaso até tenho uns sapatos de festa, já usados em televisão, que têm, junto à sola, uma bordadura com os ditos cristais), mas tive agora de entrar numa das suas lojas em Viena para escolher uma peça com que parabenizasse uma colega e foi então que me deparei com um mundo de bom gosto e alguma história. O nome é da família que continua a deter o negócio, honrando assim a memória de Daniel Swarovski, o austríaco que está na origem da companhia, após ter criado uma máquina de corte automática, em 1895, logo ele que em vão quis ser um violinista. É o próprio corte que fornece o brilho e a delicadeza pelos quais os cristais Swarovski são conhecidos e apreciados em todo o mundo, quase como se fossem diamantes. Quando Coco Chanel percebeu que os cristais Swarovski poderiam enriquecer ainda mais as suas criações de alta-costura o interesse e a procura dispararam a ponto de consolidarem até hoje o negócio como dos mais rentáveis no segmento da bijutaria e adornos de luxo. Anéis, gargantilhas, colares, pulseiras, adornos de grande aparato, de linhas revivalistas, peças de decoração … muito há por onde escolher em entrando numa das casas do cisne, logótipo da marca desde a década de oitenta, só por si símbolo de elegância e graça (até lá era uma “edelweiss”, flor das montanhas imortalizada por uma das canções do filme “Música no Coração”, que definia a marca). Para homem há pouca escolha, talvez umas alianças (já tenho, obrigado) e algumas abotoaduras, mas que a colega gostou do que escolhi, gostou… e muito!