O dia 6 em Nova Iorque

30 de Dezembro

Sob o signo do “Metropolitan”.

SONY DSC SONY DSC SONY DSC SONY DSC SONY DSCParece que estou num claustro de um mosteiro, algures na Europa, mas não é verdade, já que me quedo deste outro lado do Atlântico. Mas tudo quanto aqui deslumbra o nosso olhar, foi realmente trazido, pedra por pedra, de mosteiros abandonados (?) de França, Espanha e Itália, por iniciativa de George Gray Barnard (1863-1938), escultor norte-americano, ávido coleccionador e vendedor de arte medieval. Através da generosidade de John Rockefeller Jr., o “Metropolitan Museum” adquiriu, em 1925, a colecção de claustros e todas as obras que compunham o espólio de Barnard, acabando por os reunir num edifício construído de raiz, há precisamente 75 anos, numa propriedade de largos hectares, a norte de Nova Iorque, doada à cidade, igualmente, por Rockefeller.

SONY DSCRelicários em bustos de santas
Bruxelas (?) século XVI

SONY DSCBispo saudando
Itália, Umbria (?) século XIV

SONY DSCVirgem e menino
Notável escultura em madeira
França, século XII

SONY DSCJesus montado num jumento
Alemanha, século XVI
Confesso que me perdi de amores por esta peça, em madeira de tília, muito popular no sul da Alemanha e na Áustria. Estas esculturas eram feitas em vários tamanhos, da miniatura ao tamanho real, sendo que estas últimas saiam em procissão no Domingo de Ramos, como que a simbolizar a entrada de Jesus em Jerusalém.

SONY DSC foto11No “Metropolitan Opera House” (Lincoln Center)

foto12Fundado em 1880, é o maior palco de ópera nos Estados Unidos e os seus critérios artísticos são dos mais exigentes de todo o Mundo. Por este palco já passaram os nomes maiores do canto lírico e aqui se vive de novo, um período pujante de criatividade. Esta noite vi “Falstaff”, a última das obras-primas de Verdi, dirigida pelo consagrado maestro James Levine. Magnífico!

foto13 foto14 foto15Há um luar coalhado cobrindo o meu regresso ao hotel. A próxima manhã há-de cantar outros segredos.