No rastro de Maria Pia de Sabóia (II)

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Reservei o dia de hoje para continuar, agora, às portas de Turim, no rastro daquela que foi rainha de Portugal pelo seu casamento com D. Luis I. Gosto de viajar em Janeiro, quando um manto de neblina torna tudo mais misterioso e tenho palácios e museus, a bem dizer, só para mim.

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A nove quilómetros do centro de Turim, em Stupigini, ergue-se este pavilhão de lazer e caça (Palazinna de Cáccia) de nababesca dimensão, desenhado pelo arquitecto Filippo Juvarra. Este havia sido um dos palácios onde decorrera a infância e parte da adolescência de Maria Pia e foi nele que a rainha faleceu em Julho de 1911, aos 63 anos, envelhecida e triste, diz-se que não sem antes ter pedido que virassem o seu corpo na direcção de Portugal, país que amou durante quarenta e oito anos.

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Numa colina a leste de Turim, ergue-se imponente a Basílica de Superga. Foi o duque Victor Amadeu II quem a mandou erigir como pagamento de uma promessa feita à Virgem em 1705, quando se viu cercado pelas tropas francesas em Turim.

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É na Basílica de Superga que vamos encontrar o Panteão Real dos Sabóias onde se encontram sepultados os reis, rainhas, príncipes e princesas da casa de Sabóia, nomeadamente Maria Pia, sendo ela um dos poucos elementos da Família Real que não se encontra no Panteão dos Braganças, em São Vicente de Fora (Lisboa). D.Maria I jaz na Basílica da Estrela e D.Pedro IV, I do Brasil, no Monumento à Independência, também conhecido como do Ipiranga, em S.Paulo, sendo que o seu coração está na Igreja da Lapa, doado que foi à cidade do Porto, em reconhecimento pela lealdade, coragem e sacrifício dos portuenses quando das lutas liberais.

Por razões óbvias não se podem tirar fotografias dentro do Panteão, tampouco escapamos a uma visita guiada, mas o facto de detestar andar em grupo, por muito pequeno que seja, foi atenuado por uma guia cativante pelo tom apaixonado que empresta ao que sabe e descreve sobre esta que é uma das famílias reais mais antigas da Europa. Igual entusiasmo lhe vi ao saber que eu era português e que ia à procura do túmulo de Maria Pia. Logo recordou com emoção o que a encantou em Lisboa, o Rossio, o Castelo e o 28 (eléctrico) e em Sintra, o “palácio fantasioso” (de Fernando II) e a Quinta da Regaleira.

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