Natal de veludo

Quando soube que a décima gala de “A tua cara não me é estranha” iria ser emitida no domingo dia de Natal pensei logo que teria de vestir-me de veludo. Natal para mim é veludo. Porque macio, confortável, festivo e elegante. Por isso, a escolha deste smoking preto lavrado, revelou-se-me a mais apropriada. Na lapela, uma pregadeira que fora da minha mãe e da qual sempre gostei. Num Natal, ofertou-ma como prenda de anos, lembrando-se do muito que a gabei, umas cinquenta décadas em atrasado. Já lhe falei dela neste blogue em escritos passados. De truz são os sapatos, comprados em Paris, se bem que os seus criadores sejam italianos. Confesso que mal entrei na loja me ficaram os olhos neles, tal a delicadeza e minúcia do trabalho de quem os vestiu em veludo, missangas, lantejoulas e brilhos. Sapatos de festa, exuberantes, para uma noite tão especial.

atcnmee1atcnmee2 atcnmee3atcnmee4atcnmee5 atcnmee6atcnmee7atcnmee8