
Romeu e Julieta é das mais belas e trágicas histórias de amor, só não digo “a mais bela” porque também temos a nossa, a de Pedro e Inês, e outras haverá não menos pungentes, como a de Tristão e Isolda ou a de Lancelot e Guinevere.
Conheço-a de trás para a frente, por a ter lido, traduzida do inglês de Shakespeare, por a ter visto no cinema, pela mão de Zeffirelli (1968) no palco, no Teatro Aberto (1988), brilhantemente encenada por João Lourenço; na ópera, em Verona (2013), com partitura de Charles Gounod, e agora através da dança, no repertório do Royal Ballet, uma das melhores companhias de bailado do Mundo. Com música de Prokofiev, e Lauren Cuthbertson e Frederico Bonelli, estrelas da companhia, nos papéis principais, cinquenta anos depois da sua estreia na Casa da Opera em Londres. Nessa noite de 1965, Margot Fonteyn e Rudolf Nureyev, estrelas absolutas da dança clássica, tiveram quarenta e três cortinas.
Não foi o caso, nem por sombras, que os tempos, e as primeiras figuras, são outros, mas mesmo assim Lauren e Federico foram ontem chamados oito vezes à boca de cena para receberam os ruidosos aplausos e gritos de bravo, de uma sala repleta que não arredava pé. Foram três horas de puro encantamento.
Lá fora, meia cidade enfrascava-se… que sexta é para a desgraça!








