Na Madeira, sê madeirense!

Há uma extroversão natural dos madeirenses que sempre me agradou. E que até contraria o facto de serem ilhéus. O clima é propício, que até no Inverno as temperaturas convidam à saída de casa, mas não será tudo. Há como que a necessidade de partilhar o sorriso e dar as boas vindas a quem vem por bem. O madeirense vive os momentos mais eufóricos e expressivos na rua, entre os seus e os que a eles se possam juntar, celebrando a Vida em pleno.


Em se anunciando a quadra do Natal aos Reis, logo a Avenida Arriaga, como que a aorta do Funchal, se veste a preceito. Erguem-se barraquinhas, com os comes e bebes mais tradicionais, e palcos para as mais inspiradas exibições, dos grupos folclóricos às bandas. O presépio domina grande parte de uma das placas, como que a lembrar as palhinhas do Deus Menino, exemplo maior de humildade de um homem bom e, a seu tempo, revolucionário (pelos menos é assim que o vejo). E mesmo que os madeirenses se mostrem algo descontentes com as iluminações deste ano (dizem que lhes falta cor e muitas lâmpadas) todo o espaço resplandece, com a luz da alegria, da simpatia e do afecto.
É irresistível. Até a minha velhota de noventa e um anos se deixou contagiar!

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