Na cidade da música!

Que “raiva”! Já é a terceira vez que venho a Salzburgo em pleno Inverno e de neve nem um floco! A cidade austríaca é lindíssima, está associada a Mozart e sua família, justamente
decorre neste momento a semana da música a ele dedicada, o motivo aliás que aqui me traz neste fim de semana que decidi alargado, e não menos importante, antes pelo contrário, é o seu festival de ópera, que todos os anos se realiza por alturas do Verão (o nosso Presidente era “habitué”, antes das suas funções em Belém), para além do muito que tem para nos oferecer a nível de património religioso, ou não tivesse Salzburgo sido cidade estado da Igreja, por mais de mil anos, onde os príncipes-arcebispos tinham todo o poder, mas imagino-a coberta de branco, cenário de uma beleza indescritível, por isso a “frustração” de a ver galante, arrumada, limpa, harmoniosa, tal como sempre a vi, sem aquela alvura que me deixaria que nem criança numa fábrica de guloseimas. Também comigo tristeza não vinga mais que cinco minutos, é perda de tempo. Lá fui, então, começar o dia no Tomaselli, café há mais de trezentos anos, que em cada cidade tenho os meus rituais que repito sempre que a elas regresso, isto antes de entrar na Catedral, que conheço apenas de uma noite de Natal, onde assisti à mais bela de todas as missas do galo, imagine só, acompanhada com orquestra e coro, de ir à abadia de São Pedro, de visitar um pequeno e inesperado museu de que lhe falarei um dia destes, de passear por ruelas e praças graciosas com suas lojas de marca, outras nem por isso, que há para todas as bolsas, de antiguidades, jóias, outras de bugigangas, se bem que a cidade prime, toda ela, pela elegância. Depois do almoço, um pulo a Hallstatt, apenas a uma hora de carro, um verdadeiro “bilhete postal” de tirar o fôlego, só por si a merecer um escrito à parte. Fiquemo-nos por aqui, que já me chamam para a janta e por estas bandas não resisto a bisar um Wiener Schnitzel.