Minha rosa rubra!

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“Vou ser a capa da revista Cristina e vais ser tu a entrevistar-me”- disse-mo de chofre, mal me sentei à mesa do pequeno-almoço. Ela é assim, desafia-nos permanentemente e cabe-nos estar à altura das expectativas. Conheço-a como poucos, tantos são os sonhos, as cumplicidades, os júbilos … que somamos à vida a dois. As suas gargalhadas incendeiam as minhas manhãs, bebo-lhe as lágrimas, juntos somos maiores. Fui dos pouquíssimos a saber antecipadamente que futuro havia pensado para a revista “Cristina”, mas confesso que estava longe de imaginar qual seria capa, a matéria central e menos ainda que faria parte de tal renascimento.

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O cenário por ela escolhido fazia todo o sentido: um palácio, sempre símbolo de poder e opulência, que já foi pertença, para veraneio, do primeiro marquês de Alegrete, Manuel Teles da Silva, quando a Charneca do Lumiar era fora de portas, em obras de restauro e recuperação. Três dias antes, que nada é deixado ao acaso, tinha desafiado o meu alfaite de eleição, Paulo Battista, a fazer uma casaca, à minha medida, e tudo o mais necessário ao figurino com que, no próprio dia, haveria de me surpreender, para assim eu estar à altura da sua sanguínea exuberância.

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No aparente caos, em conversa solta e franca, advínhamos o futuro. Poucos como a Cristina o agarram a cada momento, sem medos, fazendo da sua empreenda um hino à liberdade e à razão. Quando me sentei à sua frente sabia que não havia questões proibidas, nem guiões combinados, e que, à flor da pele, a sua verdade ficaria exposta. E foi tocante vê-la sorrir e abraçar fantasmas, clamando-os como seus, e perceber, uma vez mais, a sua coragem, o seu discernimento, a sua vontade em fazer mais e melhor. É nesta filigrana de encontros e emoções que cimento este eterno amor.

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