Primeiro visto a mesa. Uma cobertura para o topo, para amaciar o toque (até pode ser um velho cobertor, cortado à medida do tampo) e sobre esta uma outra até ao chão. Só depois é que estendo a toalha que escolhi para a consoada deste ano. Em tons creme, feita de linho comprado a metro. Do candeeiro da sala faço pender, sobre o centro da mesa, pingentes em vidro, de vários tamanhos e feitios, como que se tivessem soltado dos demais e espalho pequenas velas em copos transparentes, para criar todo um ambiente de luz e festa. Prolongo desta forma a decoração da árvore de Natal cá do monte, também ela toda em vidro, criando como que um tema que liga todos os elementos. É chegado o momento de escolher pratos e copos. Sobre o prato grande, branco de linhas modernas, que há-de acomodar a receita de sustança, coloco um clássico do serviço Estátua (popularmente conhecido como Cavalinho) da antiga Fábrica de louça de Sacavém, em azul, para a entrada. Gosto destes contrastes. Os copos são de pé alto, em vidro.
Agora é só esperar pela hora de consoar. A noite há-de ser longa ao calor da lareira e dos afectos. Feliz Natal!










