De quando em vez, dá-me para isto: um exercício de mera vaidade, se bem que entenda a moda como coisa bem mais importante, capaz de nos fornecer todo um precioso material sobre as evoluções estéticas e sociais de um tempo. Sobre moda, numa outra perspectiva, voltarei então à carga neste meu blogue, que hoje não tenho cabeça para grandes elucubrações. É que dormi pouco, dada a festa de ontem da entrega dos Troféus TV7 Dias, a única celebração anual que, no nosso país, homenageia a industria da Televisão e seus fazedores. E depois sei que até gosta desta aparente conversa rosada.

VII Gala dos Trofeus Tv7 dias de Televisã, no Casino do Estoril

Gala VII Trofeus de Televisao TV 7 Dias no Casino Estoril 20 Abril 2016

Fotos de Tito Calado, Helena Morais e José Manuel Marques (Grupo Impala)
O convite pedia smoking, mas eu optei por uma alternativa, a de um casaco de gala. Tinha-o por estrear, guardado como outros para possíveis desafios televisivos futuros, à noite claro. Que isto consoante a hora assim se utilizam lisos, estampados, brocados ou brilhos. O tecido é em fio de seda e pequenas lantejoulas, o que lhe dá o ar de festa, porque o torna luzente, contudo, na devida conta. Foi criado e manufacturado pela “Dormeuil”, uma empresa familiar inglesa com mais de cento e setenta anos, criada por Jules Dormeuil e cujos tecidos já vestiram reis, presidentes e artistas de Hollywood. Quanto à confecção do casaco confiei-a, uma vez mais, ao Paulo Battista, o alfaiate com quem trabalho regular e fielmente há já uns três anos.

Como laço optei por um preto, sempre elegante em qualquer visual de cerimónia, da “Lavin”, também ele guardado há algum tempo à espera da ocasião certa. A afamada marca francesa leva o apelido de Jeanne Marie Lanvin, criadora de moda, nascida no primeiro dia do ano de 1867. O laço, apesar da sua formalidade, é em malha e seda.

Para camisa, uma branca para gravata ou laço, com carcela a esconder os botões e punho duplo, como aliás uso sempre. São feitas no Porto, por medida e segundo as minhas preferências, pela “Fidúcia” e já aqui lhe contei como nasceu este negócio.
As abotoaduras têm já uns bons pares de anos, são “Fendi”, uma marca italiana fundada por dois artesãos romanos, Edoardo e Adele Fendi, em 1925. Lembro-me de tê-las comprado, porém, em Paris, nas Galerias Lafayette. Gostei delas pelo tamanho da pedra.

O preto continua a estar presente nos sapatos de verniz, apenas com um pequeno bordado lateral, a fio de prata. São italianos, mandados vir da “Bota”, pela internet.

E o mesmo posso dizer dos óculos “Thom Browne” (criador nova-iorquino), também eles preto noite. Já os usei algumas vezes (a primeira foi na estreia da série “A Tua Cara não me é Estranha Kids”, em 2015) e não são de todo consensuais. Eu gosto e muito, por serem inusuais, em mim, dada a sua redondez.
Estava giro, não? Sabe que gosto de ler a sua opinião, por isso não se acanhe e prante aqui o que pensa. Outros janotas desfilaram na passadeira vermelha, mas isso fica para amanhã no “Você na TV”. Que, de vanidade, por ora chega!
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