Manel vai ao mercado

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Gosto de mercados e de lhes tomar o pulso. Pena que alguns, por esse país fora, estejam tão abandonados. Não é o caso deste, antes pelo contrário, a cidade de Olhão orgulha-se do seu mercado, pela construção harmoniosa, em dois edifícios distintos, um para os produtos do mar outro para os da terra, inaugurados em 1916, recuperados e valorizados nos finais dos anos noventa, e pela variedade, qualidade e frescura de quanto nele se exibe. Chega a impressionar!.

Aos sábados o mercado ganha ainda maior frenesim quando, no exterior, se ajuntam os pequenos produtores, vindos de várias partes do concelho e de outros à volta, para ali venderem os seus produtos.

Esta de se ir ao mercado com o chef Victor Veloso é mais uma experiência que recomendo,das sugeridas pelo Vila Monte Farm House. A ideia é acompanharmos o chef nas compras do que, depois, nos irá servir à mesa. É deixarmo-nos levar pela sua sensibilidade e talento culinários, sabendo que do que ele gosta mesmo é de valorizar a excelência do produto local, neste caso peixe e marisco, que os verdes são para se tirar da horta que o hotel mostra com garbo.

Sai-se às 8.30, (cedo, atendendo a que é tempo de preguiçar ) mas já o mercado fervilha de gente e pregões, para se estar de regresso hora e meia depois. Bem que disse ao chef que se preparasse para esperar por mim, no afã de eu todos saudar. Quase me senti “Paulinho dos mercados” (faltam-me ainda as feiras) tantas as beijocas, abraços e mais ainda as fotos tiradas, algumas das quais aqui partilho. Gosto muito deste contacto real e franco com as pessoas que acompanham o meu trabalho diário. Como recusar tanto afecto e simpatia?.

De regresso, de alma e alcofa cheias, é dar tempo ao chef para que nos prepare o almoço segundo o que ele já levava na ideia: biqueirão frito e choquinhos à algarvia para fazer boca, depois uma cataplana de sargo, dourada e amêijoas, como prato de sustança e por fim, para rematar, um dueto sulista, feito com as laranjas de cá, famosas pela sua doçura e muito sumo, e alfarroba, já que é vagem que por aqui não falta, de sabor adocicado, e felizmente que agora lhe dão outros préstimos que não o da alimentação do gado, como sempre se fez. A alfarroba merece um escrito à parte, tanto o que com ela se pode fazer e os benefícios que dela se podem colher. Mas adiante, que com isto são horas de almoçar, à mesa do chef, celebrando este Algarve autêntico e generoso, longe da bagunça estival e da habitual feira de vaidades.

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