Gosto de decorar a mesa sempre que recebo amigos. Sempre diferente, consoante seja almoço ou jantar, fora ou entre paredes, e até mesmo de acordo com a quadra, que há temas, como os natalícios, irresistíveis pelo brilho e pelas alternativas que possibilitam. Assim foi com as mesas que entretanto alindei no monte, para receber ao jantar.

Esta foi vestida como gosto, com uma primeira toalha mais espessa para criar cama, e torná-la mais macia ao toque, um pouco maior que o diâmetro da mesa. Depois uma outra, branca, até ao chão, como se de uma camilha se tratasse, feita por medida, com um tecido mais pesado que a última estampada em tons de azul e branco. Os tecidos escolhemo-los a metro, consoante o nosso gosto e o que queremos usar como pratos, copos e decoração. E se bem que o Rui tenha jeito para coser, optamos a maior parte das vezes por confiar a tarefa ao atelier da loja onde os compramos e que aconselhamos para todo esse tipo de trabalhos (Tecidos&Companhia).
Nesta mesa fazia sentido um tom mais formal, dado pelo serviço Vista Alegre em azuis fortes, ainda que com motivos diferentes. A mesma cor usei nos copos para a água. O toque mais original terá sido o do centro de mesa redondo, feito a dar a ideia de uma aldeia de Natal com casinhas brancas, cada uma a levar a sua vela dentro, musgo e outros elementos artificiais, misturados com pequenas flores e bagas secas. Não falta uma ou outra ovelha em barro, até um canito… tirados do caixote onde guardo as figuras do presépio que este ano não fiz.
A ideia da pequena aldeia natalina trabalhei-a de uma outra forma num jantar que tivemos dias depois. Quis desta que a mesa fosse rústica e informal, aproveitando o próprio tampo de madeira maciça. Criei um corredor no centro da mesa, com materiais naturais como troncos da poda das oliveiras, antes de irem a queimar na lareira, e bagas secas, outros artificiais como musgo e pequenas árvores, onde fui dispondo algumas casinhas, agora também em vermelho, e pais-Natail, os mesmos que no ano passado tiveram direito a uma das árvores festivas. Procurei manter a rusticidade nos marcadores em louça verde e nos pratos em bege, tudo comprado ao quilo na “Cerâmicas na Linha”, nos corações de xisto, a fazerem as vezes de prato para o pão, e nas estrelas do mesmo material aqui como suportes para os copos das velas. Em vez do azevinho, como mais um apontamento da quadra, sobre cada guardanapo, optei por raminhos de bolota, tirados das azinheiras do monte. Não me venham dizer que não há lugar para as travessas, que connosco nunca há tachos nem travessas na mesa tudo é servido empratado com garbo.
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