6.16 horas

Há vinte anos, tantos os que levo na apresentação de programas da manhã, que esta é a minha hora de acordar. E nada custa ou não soubesse eu que dali a pouco estarei a ir para a “festa”. Talvez por isso me ache um homem das manhãs, esquecendo-me que durante os dez anos em que fiz teatro profissional me deitava às tantas. Mas lá que gosto de manhãs lavadas e bem cheirosas, lá isso gosto!
6.45 horas
Hora de tomar o pequeno-almoço, que antes se deveria chamar de primeiro-almoço, tal a importância que ele deveria assumir nas nossas vidas. Fico-me por um sumo e uma taça de iogurte natural com cereais ou frutos frescos. Por vezes, opto por leite e cereais e ainda posso completar com meia torrada. É capaz de ainda faltar alguma coisa para que seja considerado um pequeno-almoço ideal. Mas também quem o faz?
7.30 horas

Já na TVI e com tempo para beber café, e logo dois, e deitar uma olhada aos jornais “Diário de Notícias” e “Público”.
8.00 horas
… em ponto e começa a reunião de alinhamento do programa do dia. É altura de tirar dúvidas entre todos os que se encontram presentes, das equipas de realização, produção, edição e apresentação, para que nada falhe durante a emissão do “Você na TV”.

8.30 horas
Já a Inês me maquilhou. Agora é a vez da Vina dar um ar do seu talento. Dali já penteado (ou será despenteado?), ala para a cabina onde vou gravar offs, ou seja, colocar a minha voz nas reportagens que hão-de também fazer parte do programa.

9.00 horas
Gosto de estúdios de televisão vazios… tal como já gostava de me sentar na plateia do teatro muito antes de subir o pano. O que agora é ainda quieto não tardará em vertiginoso e contagiante bulício, por conta de quantos o vão encher de gargalhadas e histórias. Esbodego-me no afã de lhe alegrar as manhãs… mas faço-o com todo o gosto. É a vida que sempre quis.
14.30 horas
De volta a casa, depois de uma rápida reunião de balanço do programa do dia e de antevisão do que amanhã se lhe há-de seguir. Hoje não houve reportagens para fazer, pelo que posso aproveitar um almoço no jardim.
E depois dos desmandos do fim-de-semana em hidratos de carbono e açúcares há que ter tento durante os mais dias. Por isso, o almoço foi uma simples salada de verdes, da minha horta, com atum e ovos de codorniz, temperada de azeite, vinagre balsâmico e coentros frescos.
16.00 horas
É aqui, no escritório, que preparo o programa do dia seguinte, entre dossiers e livros, todos eles de apoio. Tenho duas horas pela frente de um trabalho tão empolgante quanto o de apresentar, que é aqui que vou à descoberta do que não sei ou reavivo memórias do que já me foi dado a conhecer.
18.00 horas
Hoje tenho tempo para a brincadeira com os meus cães. Nem todos alinham, ficam três de fora… mas ninguém nos tira uma hora de tropelias e rebolanços na relva. Acabámos exaustos.




Exaustos mesmo!
19.00 horas
Bora dar uma braçadas?
Olha a figurinha!
20.00 horas

É altura de saber como vai o País e o Mundo. Claro que vejo o Jornal das 8, mas acabo sempre por fazer algum zapping, ainda por cima hoje que é dia de Miguel Sousa Tavares na SIC.
21.30 horas
Hora da deita. Já se me apagam as ideias e tudo o mais. Veremos até onde consigo ainda ir, no livro que ando a ler. A Faneca já se aninha para mais umas boas horas de sono. Muito dorme a gataria! E assim se cumpriu mais um dia. E fui feliz! Obrigado Vida!


