

Porque gosto do seu carácter… rebelde, indomável. Gosto da rudeza do granito que veste as casas, a maioria com história, dando-lhes uma austera imponência que arrebata e intimida. Gosto do palavrão que ferve na boca de quantas vendem no Bolhão, sinal que o coração está ali a palpitar. Gosto das suas tradições, dos seus bairrismos, das suas superstições e das suas folganças… que é quando a noite ganha em fogo ardente que não se vê. Gosto das suas feiras e outros sítios de mercar, das suas artes e ofícios que teimam em vingar. Gosto do seu passado que se enaltece, e respeita, e do futuro que já se cuida com enlevo e imaginação. Gosto do seu azul, e logo eu que nem vou em futebóis, rasgado pelo voo de uma gaivota.
Ah! como eu gosto do Porto, carago!




