
A importância de se chamar… Francisco!
Tem um jeito que desconcerta ao mesmo tempo que seduz… pela simplicidade e pelo improviso. Parece falar mais quando tira os olhos do papel do que quando está a ler. E as palavras envolvem-nos pela novidade, pela clareza e pelo que pretendem transmitir. Veio “quase do fim do mundo” e não terá sido por obra do “espírito santo” como muitos crêem, que a Igreja já precisava de um Papa que surpreendesse e despertasse (até mesmo os media), tão enferma tem andado, pelos escândalos financeiros e de ordem moral, como abusos sexuais e pedofilia. Este parece ser o Papa do abraço e do sorriso, a fazer lembrar João XXIII e João Paulo I (para mim o mais fascinante de quantos Papas me foram dados a conhecer, pelos seus discursos e pelas suas cartas) ao mesmo tempo que tem todo um arcebispado dedicado aos pobres e mais sofridos. Dizem que é intransigente no que defende para o seu ministério e já o ouvimos dizer quão desejável é que as figuras da Igreja tenham um comportamento irrepreensível e, por isso, modelar. Escolher o nome de Francisco pode ser entendido como um sinal claro do que pode nortear o seu pontificado, tomando como exemplo o frade santo de Assis que soube despojar-se a bem dos pobres e da caridade ao mesmo tempo que enfrentou a Igreja de Roma.
Que Francisco de Roma, tal como foi o de Assis, seja uma luz sobre as sombras que minam o Vaticano e a Igreja e sobre os pensamentos mais retrógrados e intolerantes, nomeadamente os seus de arcebispo (“O casamento entre pessoas do mesmo sexo é obra de Satanás que fere as leis de Deus”…). Só assim é que “Habemus Papam”!


