
Temos rosas, gentis, ufanas, pomposas, alguém a disse flor do amor e talvez por isso o seu vermelho seja tão vibrante quanto a paixão. Também as temos brancas e com cor de de si próprias, rosa pálido tal qual o semblante de um enamorado não correspondido.
Temos dálias de vários matizes, vivos, puros, quantos amáveis caprichos. E hibiscos, de indolente beleza e olor subtil. E petúnias, flores de sol pleno, entre o branco e o púrpura.
Não faltam as sardinheiras de flores arredondadas, muitas, porque mais fáceis de tratar e com florescimento repetido e duradouro.
Como pode um jardim ser um manancial inesgotável de instrução e felicidade! Terão as flores uma linguagem própria, emprestando o seu encanto ao amor, à amizade e a outros sentimentos tão dignos como o reconhecimento ou a gratidão.
Sim, gosto de flores, envasadas, em canteiro, em ramalhetes e bordaduras. Sim, gosto de flores, prodígios da Criação! Por isso não me canso de as mirar, sentir e fotografar.



