Não haveria de ser a irritante chuva a estragar os planos traçados para o segundo dia. Felizmente que o hotel é central e permite-me andar a pé na descoberta do que me interessa, desculpe-se é o atabalhoamento das fotos captadas no exterior. A três minutos, não mais, tenho a casa onde Goethe, célebre escritor alemão, nasceu e passou infância e adolescência, rés do chão e três andares de muitas histórias e vivências. Gosto de casas que muito têm para contar de quem nelas viveu, por isso, seja onde fôr, procuro-as conhecer (o nosso país também as tem e a indicação de algumas encontrará neste blogue).
Mais adiante a Praça Rommer, centro histórico de Frankfurt, este mês ocupada pelo Mercado de Natal, dizem que dos melhores da Alemanha e até acredito pelo que vi. A praça é pequena para tanto carrossel e casinhas em madeira onde tudo se vende, especialmente gulodices, como bolachas de gengibre, até os canitos têm as suas, e bebidas que confortam, como vinho quente com especiarias, por isso as ruas adjacentes igualmente se vestem de cores natalícias, estuando os mais deliciosos olores.
Na Catedral gótica de São Leonardo me aquieto e na igreja de São Paulo lembro como a cidade, bem como muitas outras da Alemanha, foi arrasada pelos forças aliadas em 1944. O perfil da cidade que não esperava me agradasse tanto, sobretudo o que nos é dado ver a partir da outra margem do rio Meno, acaba por casar de forma agradável o antigo, recuperado ou reconstruído, com o que a arquitectura moderna acrescentou.

O dia vai terminar na Casa da Ópera para assistir a “Don Carlo”, das obras de Verdi que mais aprecio. A última vez que a ela assisti foi na Ópera da Bastilha, e muito me impressionou. Repito sempre como se fora a primeira vez, outros que são os solistas e demais elenco, diferentes que são figurinos, cenografia, encenação e condução. Serão três horas e meia de encantamento, tenho a certeza.


