
Foi esta a foto que uma espectadora fez o o favor de me enviar, dizendo que me via assim no futuro. Mas como? – pensei eu, se este senhor já me bate aos pontos em arrojo e criatividade no jeito de se vestir. E leva, pelo menos, dez anos de avanço, acrescento agora que me pus a pesquisar sobre tão irresistível personagem. Gunther é o seu nome, é alemão, vive em Berlim, e tem mural no Facebook https://www.facebook.
A mim, interessa-me saber que, lá como cá, há quem faça do humor aliado e perceba que há sempre caminho, mesmo que por vezes, ele pareça escondido e isto independentemente da idade. Envelhecer é uma arte que se aprende e muitas vezes ela passa por operar verdadeiras revoluções dentro de nós próprios, tais os medos que nos assolam. Tenho quase a certeza que este senhor VIVE, e nada sei dele, para além da imagem com que se apresenta. Tenho que VIVER é o que há de mais raro, sendo que a maioria das pessoas apenas existe. Não sei se Gunther é boa ou má rês, estou-me nas tintas para tal, prefiro, como Oscar Wilde, dividir as pessoas em interessantes ou maçadoras, pressentindo que este pertencerá aos primeiros, os mais estimulantes e desafiantes. Posso vir a não ser assim, mas serei como até aqui ou melhor ainda, num contacto franco, sacudido de peias, com quem me acrescenta, que se há coisa que não vivo é exilado em mim.


