Entre fragatas

fotografia1 fotografia2fotografia3 Confesso que estava à espera de atravessar o Tejo em lancha a caminho do Alfeite, já que esta era a prova de exterior reservada para o segundo programa do Masterchef. Até me preparara para fotografar Lisboa vista do rio, que é quando ela ainda é mais formosa e grandiosa…

Mas trocaram-nos as voltas e afinal quem fez a passeata foram os concorrentes e nós já lá estávamos à espera, entre as fragatas Vasco da Gama e Alvares Cabral. A manhã acordou cinzenta, fria e chuvosa o que, convenhamos, emprestou todo um ambiente misterioso à acção. Cada equipa ficou com  a “sua” fragata, com o seu capitão e até o seu chef, tendo que preparar uma refeição completa, com sopa, prato de peixe e sobremesa para ser servida à respectiva tripulação e foi aquilo que se viu: ferveu palavrão e alguma gritaria que isto é mesmo assim quando a pressão é muita e o desnorteio impera. O desafio não era fácil dada a exigência dos comensais. É que tem fama a cozinha na Marinha e proveito pois então, que no Alfeite também se dá formação nessa área.

fotografia4 fotografia5 fotografia6Entre fotos e autógrafos, lá andei numa fona, de uma fragata para a outra, dando conta do andamento das operações culinárias. O dia terminaria celebrado com um gin tónico, entre marinheiros. Eu já o fui, de água doce, por duas vezes na Barragem do Alqueva, pilotando a dez à hora… só porque aqueles barcos não dão mais!
fotografia7 fotografia8 fotografia9Seguir-se-ia uma prova de eliminação, onde o que se pedia era que nos servissem uma fatia de bolo de chocolate. Pura sedução o da Rita: farto, suculento e até atrevido por casá-lo, e bem, com uns quantos grãos de pimenta rosa. Este programa marcou a entrada dos concorrentes pela primeira vez na cozinha do Masterchef. Magnífico espaço cenográfico, entre cozinha, propriamente dita, supermercado, despensa de utensílios e restaurante. No Masterchef é tudo em grande. Até dá gosto!

fotografia10Para o Paulo Botelho foi entrada por saída. Arqueólogo, a viver em Faro, diz que é na cozinha que liberta o stress e que a maior felicidade é ver o sorriso dos amigos quando provam os seus petiscos. Pena que o seu pretenso fondant de chocolate com pêras bêbedas não tenha causado em nós idêntica reação e tenha, sim, ditado o seu fim na competição (ou talvez não, que mais não posso, por ora, dizer!). Foi a primeira baixa no Masterchef. A ideia até que prometia, não estivessem cruas as pêras e não tivesse desmaiado o bolo de chocolate. Que lhe terão dito as estimadas tias?

fotografia11Não está completa a chamada “Food Team”. Falta aqui, por exemplo, o Zézinho, como ouso chamá-lo, mas tinha que falar deles e do respeito que lhes tenho pelas muitas horas de trabalho que levam na preparação de tudo o que diga respeito às vitualhas, decoração das mesas, sempre que o exteriores o exigem, entre inúmeras outras tarefas. A labuta, para eles pode começar às 05.30 horas e terminar pelas 23.00. É que nada pode falhar em chegando o momento de começar a gravar.

fotografia12Nesta grande produção de televisão nada é deixado ao acaso. Já repararam na importância da banda sonora? É ela que intensifica os momentos de maior tensão ou sublinha outros bem diferentes, como de júbilo. Peça de extrema importância em toda a ação, a trilha original do Masterchef foi executada e gravada pela Orquestra Sinfónica de Londres. Está tudo dito!

fotografia13A caminho de Santarém. É lá que se vai realizar o próximo desafio no exterior. Entre confrades!