O elogio do vidro

Parece que entramos na caverna de Ali Babá só que ali não se escondem tecidos finos, tapetes delicados, tampouco sacos cheios de moedas de ouro, o “tesouro” é outro, o do vidro, cumprindo a longa tradição da Marinha Grande, cidade onde a primeira de muitas fábricas de produção vidreira foi instalada ainda no tempo do Marquês de Pombal (1769). Há de tudo, dos vidros utilitários e de serventia diária, como os jarros e os copos bico de jaca, aos decorativos, de linhas depuradas. Difícil mesmo é o embaraço da escolha que ou vamos lá mesmo com um fito bem definido, como o de repor uma peça que entretanto se quebrou, ou então estamos tramados porque apetece logo renovar estoques, tão tentadora que é a colorida e variada oferta. Queria uns copos de água para a cozinha, para substituir os que se foram partindo com o tempo e acabei comprando também umas garrafas para a água, para colocar nos quartos do monte, e ainda um recipiente para as litradas de chá frio que vou bebendo. E fiquei com ganas de voltar, rapidamente!

Vidros … é no Depósito da Marinha Grande na rua de São Bento, 234/236, mesmo em frente à Casa de Amália. Olhe que belo programa para uma tarde bem passada: entra na casa da nossa artista maior, e desta forma no seu mundo mais privado, e depois, do outro lado da rua, deixe-se encantar por tudo quanto o Depósito nos oferece. Até pode desenhar uma peça que eles fazem a reprodução. Bem que gostaria, não fosse eu tão canhestro!