
Em 2011 estreava-me na apresentação de um casamento real, o de William e Kate Middleton, em Londres, integrando uma equipa de jornalistas dirigida pela Judite Sousa e constituída pela Raquel Matos-Cruz, Cristina Reyna e Júlio Magalhães. Também a Felipa Garnel, à altura directora da revista Lux, fez parte e esteve sempre, ao lado da Judite, às portas do Palácio de Buckingham para os comentários mais ligados aos visuais dos muitos convidados, presentes, entre cabeças coroadas, Chefes de Estado e grandes nomes da sociedade britânica, ao passo que eu e o Júlio nas imediações da Abadia de Westminster nos dedicámos ao mesmo mas também a outros pormenores ligados à cerimónia propriamente dita e à história da Casa Real. Foram cinco horas de trabalho exaustivo em cuja preparação dediquei várias semanas, conforme aliás já neste blogue escrevi, mas valeu a pena (só assim vale!) pelo resultado obtido em termos de resposta do público que nos deu a liderança das audiências e a tal ponto que passados três meses já estávamos a cobrir, de igual modo, o casamento monegasco de Alberto e Charlene, e com resultados idênticos.
Sete anos depois, mais uma vez sou chamado a integrar a equipa que a direção de informação fez deslocar agora para Windsor para acompanhar todos os momentos do casamento de Harry, dizem que o neto preferido de Isabel II, e Meghan Markle. O evento é de menor dimensão, mas sempre com Judite no comando, dado não ser um casamento de Estado e pelo facto de se realizar numa cidade muito mais pequena que Londres e sem a dispersão geográfica que a capital exigiu em Abril de 2011. A preparação essa foi idêntica: li um livro sobre os Windsor, a Casa Real, ou se preferir a marca, reinante há cem anos, vi uma série de seis episódios documentais sobre a família e imprimi cerca de cem folhas com inúmeras informações que achei poderem fazer-me falta para a minha função de coadjuvar a Judite, compiladas depois num caderno azul que não larguei um minuto que fosse como se de uma jóia se tratasse. Fica sempre tudo por dizer mas só assim entendo este ofício de informar e entreter, mesmo que desta vez a tarefa tenha sido ainda mais complicada dadas as exigências da apresentação e acompanhamento permanente do que se passa na “Casa dos Segredos”, esse tão inesperado e nada consensual desafio televisivo que me haveria de desinquietar aos 63 anos, para além daquele que é o meu trabalho diário no “Você na TV”.
Mesmo devendo horas ao sono, tal a fona em que ando, não esqueço a frase que em Londres ouvi naquela manhã de 2011 quando ainda estremunhados fomos surpreendidos pela Judite, impecavelmente ataviada, com um repórter de imagem a tiracolo, e já a registar tudo o que se passava naquela improvisada sala de maquilhagem: “É disto que eu gosto!”
Pois também eu!
Aqui fica um pequeno vídeo e algumas fotos de momentos que fui registando:



