“Se gostas de ópera, tens de ir a Baden-Baden!” – disse-me Rosa Cullell mal chegada à TVI, ela que é melómana e já havia dirigido o Liceu de Barcelona. Já tinha ouvido falar da pequena cidade alemã pelas suas águas, famosas desde o tempo dos romanos pelas suas virtudes terapêuticas, sobretudo para quem sofre de males do coração e das vias respiratórias, desconhecia era a sua vitalidade cultural.
Não faltam concertos de música clássica, espectáculos teatrais, de bailado e ópera para que esta romântica e elegante estância termal seja um destino irrecusável para quem como eu se cura através da Arte. Vi “Orfeu e Eurídice”, de Gluck, compositor alemão, cantada, e dançada pela companhia de bailado de Hamburgo, dirigida pelo americano John Neumeier (bravo!!), no Festival Hall a segunda maior casa de ópera e sala de concertos da Europa, e passeei sem pressa e quase sem destino pelo imenso verde que bordeja o rio Oos, sem porém deixar de entrar no museu de arte contemporânea, onde podemos admirar a colecção do seu fundador, Frieder Burda, falecido já no decorrer deste ano. Um almoço nos jardins do Brenners-Park Hotel regado por um riesling alsaciano fresco e frutado culminaria a minha estada nesta que é uma jóia em plena Floresta Negra e onde certamente voltarei.
Próxima paragem: Estrasburgo.



