
Ao final da tarde, já com os animais alimentados, gosto de passear pela herdade, o meu chão. Agora que parte do pasto já foi rapado pelas ovelhas e pelas éguas, é-me mais fácil ver onde ponho os pés e assim controlar (quero acreditar) qualquer bicheza que me possa surpreender. É que o Rui já deu de caras com duas cobras, uma raposa e um javali solitário. E é então que se acanham as palavras perante a beleza do que vejo. O olival parece aspergido de ouro e a terra ganha matizes ardentes. Deixo as fotos, sem qualquer filtro, bem mais elucidativas que os meus arremedos de prosador.
É nestes momentos que penso que se me finasse ali (se bem que não me desse jeito algum) morreria feliz!


















