António, o mais estimado dos santos

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De António, o Santo, acho graça à sua fama de casamenteiro e de milagreiro mas aprecio mais o facto de ter sido um doutor da Igreja cujo pensamento conquistou a Europa medieval. No dia do santo mais benquisto dos lisboetas, apesar de não ser ele o padroeiro da cidade (é impressionante como todos os anos se repete o erro até nos ditos telejornais) fui até à igreja que lhe é consagrada, erguida onde segundo a tradição era a casa de seus pais, Martim e Teresa, mercadores desafogados.

Depois, sempre nas redondezas da Sé, entrei uma vez mais no “Arte da Terra”, para desta ver como os nossos artesãos interpretaram a figura de Santo António respondendo assim ao desafio de António, outro que não será santo mas é devoto das artes tradicionais, procurando sempre divulgá-las e celebrá-las no seu espaço de excelência, onde antes eram as cavalariças da Sé. A exposição estará patente ao público até 3 de Julho.

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Captação de imagem e edição de Miguel Leitão (Mikas)

Confesso-me sempre encantado pelas obras da Ana Sobral, este ano não foi excepção, porém foi ao santo incomum de João Gomes que não resisti. É o próprio quem o diz: “quero dar às pessoas aquilo que me faz sentir bem”. Aos trinta disse adeus a um emprego com “salário certinho”, por não sentir mais prazer naquilo que fazia afinal desde puto e passou a assumir o risco de domesticar o barro em peças onde pode mostrar aquilo que é: um verdadeiro alquimista.

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www.aartedaterra.pt