A MINHA ÁRVORE DE NATAL

A primeira de que me lembro era um triunfo de luz e bolas de vidro muito fino, trazidas das Américas por uma prima muito amada, com montículos de algodão, a fazer de neve imaculada. A minha mãe fazia-a da noite, mais bela, para o dia, mais desejado, o de Natal e dos meus anos, se bem que o Menino Jesus sempre me tenha “roubado” a cena. Ainda hoje, passadas que são várias décadas, lembro o deslumbre de a ver imponente, mais ainda dada a minha pequenez, e assim vestida de festa. Era um tempo nobre e sem ruínas, com tudo por caminhar. Ainda tarda a nova noite enluarada, cheia de repiques e aleluias, mas já está feita a “árvore” deste Natal. Sempre diferente, desta a preto e branco, sempre igual na alegria infantil com que a ergo, para celebrar mais um ano da minha e das nossas vidas.

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MATERIAIS USADOS

Cone em esferovite

Mandei-o fazer, para o Natal do ano passado, na EPC (Empresa Portuguesa de Cenários), que pertence ao grupo da TVI.

É capaz de não ser tão fácil assim conseguir um do género.

Tules preto e branco

Todo o cone foi forrado com bandas de tule preto e branco. O tule compra-se em qualquer loja de venda de tecidos.

Bolas e flores

Este ano a dificuldade era encontrar bolas e outros alindes de cor preta. Mas afinal a tarefa revelou-se mais fácil do que parecia. Nas “Loja(s) do Gato Preto” e nas lojas “Casa” havia o que eu procurava.

Os enfeites em branco eram de outros Natais.

Luzes

Usei enfiadas de luzes em branco, que facilmente se encontram nas grandes superfícies.